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A Supergirl de Milly Alcock não será apenas uma coadjuvante de luxo no futuro do DCU, e a sua relação com o Superman de David Corenswet passará longe da harmonia familiar. Durante a premiere de Supergirl, James Gunn confirmou que as origens opostas dos primos kryptonianos criarão um conflito direto e central não apenas agora, mas com fortes consequências para o vindouro Man of Tomorrow.

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O que sustenta a curiosidade não é só a virada em si, mas a pressão que ela coloca sobre os personagens. A cena funciona porque parece abrir uma ferida antes de explicar completamente como ela será tratada.

Uma Supergirl que não quer ser a versão feminina do Superman

A versão de Kara apresentada no filme é baseada na graphic novel de Tom King e Bilquis Evely, e o ponto de partida criativo é bem diferente do que o público viu antes. Gunn descreveu a personagem assim na premiere:

“É uma Supergirl que é heroína como sempre a conhecemos, mas ela é assombrada pelo passado. Ela teve uma vida muito, muito difícil, crescendo em um pedaço de rocha fora de Krypton, e ela está danificada por isso. Ela não está pronta para aceitar o traje da mesma forma que o Superman estava.”

James Gunn, na premiere de Supergirl — em tradução livre

Enquanto Clark Kent cresceu numa fazenda no Kansas, cercado de amor e de uma família que o ajudou a construir seus valores, Kara sobreviveu ao colapso de Krypton em isolamento. São duas origens kryptonianas com resultados completamente opostos em termos de caráter e visão de mundo.

Milly Alcock como Supergirl em papel protagonista
Milly Alcock brilha como Supergirl em Man of Tomorrow
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Essa diferença não é só emocional. Ela tem peso narrativo direto. Gunn confirmou que é justamente essa distância entre os dois primos que os coloca em rota de colisão.

O conflito que vai crescer em Man of Tomorrow

Ao ser questionado sobre o que torna essa versão de Supergirl diferente das anteriores, Gunn foi além do elogio padrão e falou sobre consequência:

“Essa Supergirl é distinta porque ela não é tão parecida com o Superman. Ela é muito, muito diferente do primo, o que os coloca em conflito — e isso é uma parte importante deste filme, e uma parte ainda maior de Man of Tomorrow, que estamos filmando agora.”

James Gunn, na premiere de Supergirl — em tradução livre

Gunn também confirmou que Milly Alcock não aparece em Man of Tomorrow só de passagem: “Milly tem um papel importante nesse filme.”

O cenário de Man of Tomorrow já tem ingredientes suficientes para ser complicado. Superman e Lex Luthor se veem forçados a uma aliança improvável para enfrentar a ameaça de Brainiac. Imagens vazadas das filmagens mostram Clark perdendo a paciência com Lex — o que indica que a parceria vai por um caminho tortuoso. Quando Kara entrar nessa equação, com sua visão de mundo radicalmente diferente da do primo, a tensão tem tudo para escalar.

Um confronto de fundo ideológico entre os dois kryptonianos — não uma briga de vilão e herói, mas uma colisão entre duas formas de entender o papel de quem tem poder — é algo que o cinema de super-heróis raramente explorou de forma consistente. Gunn parece ter interesse real nessa direção.

O que esperar da Supergirl de Milly Alcock em Man of Tomorrow

Supergirl estreia nos cinemas em 26 de junho de 2026, posicionado na linha do tempo entre o Superman de 2025 e Man of Tomorrow, previsto para 9 de julho de 2027. No primeiro filme, Kara embarca numa missão de vingança depois que o vilão Krem — vivido por Matthias Schoenaerts — envenena seu cão, Krypto.

É essa Kara ainda crua, movida por raiva e trauma, que vai cruzar o caminho de um Superman já estabelecido como símbolo de esperança. A distância entre os dois não poderia ser maior — e Gunn claramente quer explorar isso em profundidade antes que o DCU avance para os próximos capítulos.

Fonte: geektyrant.com

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Toni Morais Ferreira editor do Salada de Cinema, cobre cinemas, séries e streaming desde 2021. Especializado em análise de séries de plataformas como Netflix, Prime Video e Paramount+, acompanha estreias, finais e bastidores com foco em cobertura aprofundada para o público brasileiro. Já analisou produções de mais de 30 países e escreve críticas, finais explicados e coberturas semanais de séries em alta.

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