James Gunn orientou diretamente o diretor Craig Gillespie a fazer de Supergirl um filme com identidade completamente própria, sem qualquer obrigação de tom ou estilo em relação a Superman. A declaração foi feita por Gillespie em entrevista à revista SFX, repercutida pelo GamesRadar, e resume a lógica que o co-CEO do DCU está aplicando a cada novo projeto do universo.
Resumo rápido
- James Gunn disse a Craig Gillespie que Supergirl não deveria se conectar ao tom de Superman
- Gunn descreveu cada filme do DCU como uma graphic novel com ilustrador e escritor próprios
- O filme é baseado na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King, com arte da brasileira Bilquis Evely
- Milly Alcock estrela o papel de Kara Zor-El; o roteiro é de Ana Nogueira
- Supergirl estreia nos cinemas brasileiros em 25 de junho de 2026
A instrução de Gunn a Gillespie: cada projeto tem sua própria voz
Durante a preparação do filme, Craig Gillespie apresentou seu trabalho a James Gunn e fez uma pergunta direta sobre o quanto deveria se alinhar ao universo recém-estabelecido por Superman. A resposta foi igualmente direta.
“Mostrei tudo isso para James e perguntei: ‘O quanto você quer que eu esteja dentro do seu universo, depois de Superman?’ Ele disse: ‘De jeito nenhum. Estou tratando todos esses filmes como se fossem suas próprias graphic novels, e cada graphic novel tem seu próprio ilustrador e seu próprio escritor que a tornam distinta — então esta é a sua versão.'”
Craig Gillespie, em entrevista à SFX (via GamesRadar, em tradução livre)
A orientação indica que Gunn não quer uniformidade visual ou narrativa entre os títulos do DCU, mas sim que cada diretor traga uma linguagem reconhecível ao seu projeto. Para Gillespie, isso representou liberdade para construir Supergirl com uma estética e um ritmo próprios, distintos do filme anterior do universo.

A HQ que define a personalidade de Kara Zor-El no filme
A base do longa é a minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada pela artista brasileira Bilquis Evely. Na história, Kara Zor-El tem 21 anos e carrega a memória de ter sobrevivido ao colapso de Krypton aos 14 — uma trajetória que a torna mais sombria e independente do que o perfil convencional associado a Superman.
Na trama, Kara cruza com Ruthye Marie Knoll, uma alienígena que busca vingança contra o mercenário Krem. Esse ponto de partida narrativo afasta o filme tanto do registro épico quanto do tom otimista cultivado por Superman, e está diretamente alinhado à proposta que Gunn descreveu a Gillespie.
O roteiro foi escrito por Ana Nogueira, conhecida por seu trabalho em The Vampire Diaries. Milly Alcock interpreta Kara Zor-El, acumulando o papel duplo de Supergirl no novo universo da DC.
O DCU em 2026 e a aposta em gêneros distintos
Supergirl não é um caso isolado dentro do planejamento do estúdio. Em 2026, o DCU também lança Lanternas, descrito como um thriller de mistério, e Cara-de-Barro, o primeiro filme de terror do universo. A diversificação de gêneros foi declarada pelo próprio Gunn como parte da estratégia de tratar cada projeto como uma obra independente — o que, segundo ele, é a filosofia por trás de toda a construção do novo DCU.
O universo já havia sinalizado essa amplitude tonal com Peacemaker, comédia adulta que deu início ao DCU na televisão, e com Creature Commandos, animação com conteúdo mais violento e maduro. Supergirl representa a aplicação dessa mesma lógica no formato de longa-metragem, com uma personagem cujo temperamento contrasta diretamente com o do primo mais famoso.
Segundo publicações brasileiras, Jason Momoa faria sua estreia como o personagem Lobo no DCU em Supergirl, mas a informação ainda aguarda confirmação oficial por parte do estúdio.
Supergirl nos cinemas brasileiros em junho
O filme chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho de 2026, distribuído pela Warner Bros. Pictures. A estreia nacional ocorre apenas um dia antes da data informada pelo site oficial da DC para o mercado norte-americano, que indica 26 de junho de 2026.
Para divulgar o longa no Brasil, a equipe do filme esteve no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 15 de junho, com agenda que incluiu Milly Alcock, Craig Gillespie, Ana Nogueira e Peter Safran, co-CEO e co-presidente do DC Studios, segundo informações do Gshow.
O que está confirmado até agora: o filme tem estreia marcada, elenco definido e uma abordagem narrativa deliberadamente diferente de Superman. O que ainda não tem confirmação oficial é a participação de Jason Momoa como Lobo e eventuais desdobramentos do filme em projetos futuros do DCU.
Fonte principal: superherohype.com. Informações complementares: GamesRadar, SFX Magazine, DC.com, AdoroCinema, gshow.globo.com.









