She-Hulk: Advogada Hulka foi, na verdade, um dos maiores sucessos da Marvel no streaming e deve ganhar novos episódios, segundo revelou Brad Winderbaum, chefe de televisão da produtora. Apesar do preconceito e da reação negativa de uma parcela do público, a série se destacou por alcançar uma audiência ampla, indo além do fã-clube tradicional do MCU.
Lançada em 2022 no Disney+, a produção atingiu a posição de número sete no ranking da Nielsen para serviços de streaming, uma marca que nem títulos mais queridos dentro do universo Marvel, como Daredevil: Born Again, conseguiram alcançar. Com uma avaliação fresca de 80% no Rotten Tomatoes, a obra conquistou um público que não necessariamente acompanha as demais tramas do universo cinematográfico e televisivo da Marvel.
Por que She-Hulk gerou tanta polêmica?
Desde o anúncio oficial na D23 de 2019, a série enfrentou ataques online e uma intensa campanha de review bombing, uma prática comum em produções com protagonistas femininas no gênero geek. A atriz Tatiana Maslany, que interpreta Jennifer Walters/She-Hulk, foi alvo frequente de assédio e até notícias falsas, como um suposto processo contra a Disney, amplamente desmentido.
A forte mensagem feminista da série também provocou críticas mais duras por parte de grupos contrários aos direitos das mulheres, especialmente de ativistas chamados “men’s rights”, fomentando um contraste evidente entre o público geral e determinados nichos de fãs. Essa divisão resultou num gap perceptível entre a repercussão online negativa e a aceitação real do público.
Desempenho e audiência reais da série
Contrariando discursos pessimistas, Brad Winderbaum destacou no podcast Escape Pod que She-Hulk: Advogada Hulka está entre as séries da Marvel com melhor desempenho, justamente por conseguir atingir uma audiência mais ampla, fora do perfil tradicional e mais especializado do MCU. Ele explicou: “Houve um descompasso entre a resposta do público geral e a dos fãs.”
Além da colocação de destaque na Nielsen, a série recebeu elogios por sua combinação de comédia, elementos de ficção científica e abordagem jurídica, guiada pela showrunner Jessica Gao, que uniu esses aspectos em uma narrativa acessível e divertida. Essa soma de fatores contribuiu para um impacto positivo no cenário do streaming.

Imagem: Divulgação
O futuro da personagem no MCU
Apesar de seu sucesso, o futuro de She-Hulk no MCU permanece incerto. Recentemente, Tatiana Maslany manifestou sua insatisfação com a Disney após a suspensão temporária do apresentador Jimmy Kimmel, aconselhando fãs a cancelarem suas assinaturas no Disney+. Atualmente, a atriz não está confirmada em projetos como Avengers: Doomsday ou Avengers: Secret Wars, mas rumores apontam que a personagem pode aparecer na segunda temporada de Wonder Man, série igualmente situada em Los Angeles e com conexão narrativa possível.
O que o sucesso de She-Hulk representa para a Marvel?
O desempenho expressivo de She-Hulk: Advogada Hulka demonstra que títulos fora do núcleo tradicional de super-heróis clássicos do MCU podem conquistar grande audiência. Isso evidencia a importância de diversificar abordagens e ampliar o leque de personagens disponíveis, aproveitando públicos variados que buscam mais do que batalhas épicas e conspiratórias.
O mito de que o seriado foi um fracasso deve ser definitivamente superado, abrindo caminho para que a Marvel explore ainda mais o humor e temáticas femininas dentro do popular universo compartilhado. A série se estabeleceu como um exemplo claro de que críticas negativas em nichos não significam necessariamente o espelho da aceitação por parte do público em geral, servindo para repensar estratégias e expectativas.
Em última análise, She-Hulk reafirma o potencial do MCU para inovar e alcançar novos patamares ao combinar comédia, crítica social e uma heroína complexa, que pode ganhar sequência – para a satisfação dos fãs e da audiência mais ampla que conquistou.



