O próximo capítulo de Boruto: Two Blue Vortex, agendado para 18 de março de 2026, carrega peso histórico para o universo ninja. A estratégia que coloca Eida em risco reúne todas as forças de Konoha num único ponto e inaugura uma saga de consequências imprevisíveis.
Ao mesmo tempo, nomes que estavam em segundo plano — como Daemon e até a turma de Sarada — ganham espaço numa batalha que pode redefinir os rumos da série. A seguir, detalhamos como o roteiro de Masashi Kishimoto e os traços de Mikio Ikemoto alinham peças para esse embate decisivo.
Eida vira peça-chave no tabuleiro de Shikamaru
Shikamaru, atuando como Hokage interino, decide usar Eida como isca para atrair Mamushi e seus mais de duzentos clones. A ideia gira em torno do Senrigan: ao ativar a habilidade ocular, a jovem cria um farol energético impossível de ignorar para a divindade inimiga.
Concentrar os clones em um só local reduz o risco de ataques espalhados pela vila, mas coloca a própria Eida na linha de fogo. O roteiro não poupa tensão, pois, se a manobra falhar, a sobrevivência da garota — e de Himawari, segundo visões futuras de Kashin Koji — fica em xeque.
Escala de poder e risco: a maior batalha desde Pain
Desde a invasão de Pain, Konoha não enfrentava ameaça tão grande. Mamushi exibe potencial destrutivo capaz de arrasar a aldeia se não for contido rapidamente. A multiplicação do vilão obriga todos os “pesos-pesados” — Boruto, Kawaki, Sarada e Himawari — a agir simultaneamente.
O quadro lembra arcos épicos de outras produções de alto nível de animação, listadas em matérias como esta seleção de animes de animação impecável. A diferença, aqui, é que Kishimoto busca suspense estratégico, sem apostar apenas em efeitos visuais.
Daemon finalmente entra em cena
Apresentado como catástrofe ambulante, Daemon permaneceu contido por tempo demais. Com DNA de Shibai Otsutsuki e Shinjutsu de alto nível, o personagem superou Boruto e Kawaki em testes prévios, mas ainda carece de batalha completa que revele suas fraquezas.
O capítulo 32 promete mudar esse cenário. A dupla Kishimoto-Ikemoto sugere explorar tanto o estilo de luta quanto possíveis pontos fracos de Daemon, etapa essencial para entender como ele pode falhar em proteger Eida no futuro já profetizado.
Imagem: GameRant
Jura e Hidari observam, prontos para avançar
Enquanto Konoha se concentra em Mamushi, Jura e Hidari aguardam para atacar no momento de maior desgaste da vila. O texto original indica que, numa linha temporal alternativa, esses Shinju participam da destruição total de Konoha — pista que aumenta a tensão narrativa.
A possibilidade de dividir forças abre caminho para duelos específicos: Sarada contra Hidari, Boruto e Kawaki diante de Jura, restando a Daemon o confronto direto com Mamushi. Esse esquema multiplica frentes de ação e remete a estruturas de obras de fantasia moderna, como os poderes escalonados de Solo Leveling.
Vale a pena acompanhar o capítulo 32?
Para quem acompanha Boruto, a resposta é simples: o capítulo 32 marca ponto de virada. Ele junta todos os núcleos da trama, coloca personagens subutilizados sob holofotes e testa o plano mais ousado desde a Era Naruto.
Do ponto de vista artístico, Ikemoto tem chance de entregar páginas densas, com enquadramentos que traduzam o caos de mais de duzentos inimigos convergindo sobre Eida. A expectativa também recai sobre diálogos ágeis, marca registrada de Kishimoto quando precisa explicar estratégias complexas em poucos quadros.
Para o Salada de Cinema, que costuma analisar ritmo e direção de produções audiovisuais, vale observar como o mangá cria pontos de tensão equivalentes a clímax de animações consagradas. Se o roteiro cumprir o prometido, Boruto: Two Blue Vortex 32 pode figurar entre os momentos mais impactantes da franquia.









