Eu assisti a Oblivion recentemente e a experiência confirmou uma suspeita antiga: o filme é uma das ficções científicas mais esteticamente perfeitas e subestimadas da última década. A produção, que une Tom Cruise ao diretor visionário Joseph Kosinski, está disponível no HBO Max agora, pronta para ser redescoberta.
Com 2 horas e 6 minutos, a obra não é apenas um espetáculo de efeitos visuais. É um quebra-cabeça existencial disfarçado de blockbuster de ação. O filme mergulha em um futuro onde a Terra foi devastada, questionando a natureza da memória, da identidade e do que significa ser humano quando tudo o que conhecemos virou pó.
Oblivion sua história e uma breve análise
Ano 2077. Jack Harper (Tom Cruise) é um dos últimos reparadores de drones estacionados na Terra, um planeta que se tornou irreconhecível após uma guerra devastadora contra uma raça alienígena. A humanidade sobrevivente migrou para uma colônia em Titã, uma lua de Saturno.
Jack, responsável pela manutenção das máquinas que protegem os recursos vitais, vive em uma torre nas nuvens com sua parceira Victoria (Andrea Riseborough). Faltam apenas duas semanas para a sua missão terminar e ele se juntar aos outros sobreviventes.
No entanto, a rotina de Jack é quebrada quando ele testemunha a queda de uma espaçonave. Nos destroços, ele encontra Julia (Olga Kurylenko), uma mulher que ele tem certeza de já ter visto em seus sonhos.
O resgate desencadeia uma série de eventos que forçam Jack a questionar tudo o que lhe foi dito sobre a guerra, sua missão e até sua própria existência.
Ele inicia uma jornada perigosa pela zona de radiação proibida, onde descobre que o passado da Terra guarda segredos muito mais sombrios do que a história oficial conta. Eu vi o filme construir um mistério envolvente, onde cada resposta abre uma nova e perturbadora pergunta.
Elenco e produção
A direção é de Joseph Kosinski, o mesmo mente visual por trás de Tron: O Legado e Top Gun: Maverick. Kosinski utiliza a arquitetura futurista e as paisagens desoladas da Islândia para criar um mundo que é, ao mesmo tempo, lindo e melancólico. A trilha sonora da banda M83 complementa a atmosfera onírica, elevando a experiência sensorial.
Tom Cruise (Jack Harper) ancora o filme com sua presença magnética habitual. O ator, famoso por dispensar dublês, traz uma fisicalidade que torna a ação crível, mas é nos momentos silenciosos de dúvida que ele brilha, transmitindo a solidão de um homem sem memória.
Em seguida, Morgan Freeman (Malcolm Beech) surge como a figura de autoridade misteriosa que desafia a visão de mundo de Jack. Sua voz e carisma adicionam gravidade imediata à resistência humana.
Por fim, Olga Kurylenko (Julia) e Andrea Riseborough (Vika) interpretam os dois polos da vida de Jack: o passado esquecido e o presente programado. A dinâmica entre elas é fundamental para o conflito emocional da trama.
Por que dar uma chance agora a essa produção?

Eu te digo que Oblivion é uma experiência cinematográfica que merece ser vista na maior tela possível. A combinação de design de produção impecável, uma trilha sonora envolvente e um roteiro cheio de reviravoltas faz dele um destaque no gênero.
O filme entrega ação emocionante e um mistério que se sustenta até o último ato. A revelação final recontextualiza toda a história, recompensando a atenção do espectador aos detalhes. É uma obra que prova que a ficção científica pode ser inteligente e espetacular ao mesmo tempo.
Para quem busca uma aventura visualmente deslumbrante com uma dose saudável de filosofia, esta é a escolha certa. O filme está disponível na Max e no Prime Video.
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