Enquanto boa parte do público ainda está calculando quantos episódios faltam para o final da 13ª temporada, a FX já resolveu essa conta de outro jeito: anunciou a renovação de American Horror Story para uma 14ª temporada antes mesmo de o desfecho atual ir ao ar. O anúncio saiu em 20 de outubro de 2026, exatamente na semana em que os episódios 11 e 12 chegam ao Disney+.
No Brasil, os dois capítulos ficam disponíveis a partir de 1h de sexta-feira, 23 de outubro de 2026, horário de Brasília. É a penúltima leva de episódios antes do final da temporada, previsto para 29 de outubro. A pressa da FX em garantir mais uma rodada da franquia, mesmo sem o fechamento da atual, não é aleatória: tem números bem concretos por trás, e também uma recepção crítica dividida que vale a pena entender antes de chegar ao desfecho.
Quando e que horas estreiam os episódios 11 e 12 de American Horror Story: 13
Nos Estados Unidos, os novos episódios chegaram ontem, quinta-feira, 22 de outubro, às 21h (horário local) pela FX e pelo Hulu.
É o mesmo padrão de lançamento que a temporada vem seguindo desde a estreia, em 24 de setembro de 2026, quando os três primeiros episódios chegaram juntos ao catálogo, como o Salada já mostrou ao detalhar o calendário completo de American Horror Story no Brasil.
O que vem depois dos episódios 11 e 12
Antes disso, os episódios 7 e 8 já tinham chegado em 8 de outubro, batizados de “The Baddest Witch of Them All” e “Hell No”, como o Salada contou ao acompanhar a chegada dos títulos de American Horror Story ao serviço de streaming.
Isso deixa os episódios 11 e 12 como a última parada antes do fechamento, num momento em que a trama tende a acelerar o cruzamento entre as histórias que a temporada vem recuperando desde o início.

FX renova American Horror Story para a 14ª temporada antes do fim da atual
A confirmação da 14ª temporada veio direto da FX, uma semana antes do final da atual ir ao ar. É um movimento pouco comum: emissoras costumam esperar o desempenho completo de uma temporada antes de bancar a próxima, mas aqui a decisão saiu com o arco de “American Horror Story: 13” ainda em andamento.
A emissora associou a renovação diretamente à maior estreia em streaming da história da franquia, destacando que o episódio de abertura entrou nas paradas Top 10 de streaming da Nielsen e representou o maior lançamento já feito por Ryan Murphy no Hulu e no Disney+.
Criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, a franquia volta a provar que ainda tem fôlego comercial depois de mais de uma década no ar. A dupla segue à frente da nova fase, repetindo a parceria que sustenta a antologia desde a primeira temporada.
Os números que explicam a pressa da renovação
A decisão da FX tem respaldo direto na audiência. A estreia da 13ª temporada somou cerca de 4 milhões de visualizações em quatro dias, segundo a Hollywood Reporter, um número que representa o maior lançamento de uma série de Ryan Murphy no Hulu e no Disney+ até aqui.
O desempenho marca uma melhora de cerca de 50% em relação à temporada anterior, “Delicate”, lançada em 2024, e quase dobra o resultado das duas estreias que vieram antes dela. Dois dias depois da chegada dos três primeiros episódios, a série também chegou ao topo das paradas de streaming nos Estados Unidos, à frente de atrações consolidadas no catálogo.
Crítica elogia, público se divide sobre American Horror Story: 13
Enquanto a audiência bateu recorde, a recepção especializada ficou longe de ser unânime. No Rotten Tomatoes, a temporada marcou 75% de aprovação da crítica, número que fica em linha com o histórico da franquia: Murder House tem 72%, Freak Show soma 77%, Roanoke chega a 74%, Cult fica em 73% e NYC marca 71%.
O consenso oficial do site resume o tom mais positivo da recepção: “Convocando fãs favoritos e novos terrores para uma 13ª edição arrepiante, acenda as velas e prepare-se para uma surpresa suprema”, em tradução livre.
Nem todo veículo concordou com esse entusiasmo. A TheWrap chamou a temporada de “algo maldosamente tedioso e praticamente incoerente”, enquanto a Pajiba descreveu a sensação de “Murphy brincando de Mad Libs com as doze temporadas anteriores” a serviço da trama atual. Já a Vulture classificou a estreia como “o debute mais incoerente da antologia em mais de uma década de existência”.
Do lado do público, o contraste foi ainda mais evidente: a nota de audiência no Rotten Tomatoes caiu para 40%, a mais baixa já registrada na história da franquia, baseada em mais de 50 avaliações. É um recorde negativo que convive, sem contradição aparente, com o recorde positivo de audiência em streaming.
Elenco veterano comanda o “greatest hits” da franquia
Parte da explicação para esse desempenho está na escalação. A 13ª temporada reúne rostos que marcaram passagens anteriores da franquia, numa espécie de revisão das histórias que construíram a reputação da série ao longo dos últimos doze anos. O próprio Ryan Murphy descreveu a temporada como um “crossover do tipo Vingadores”, já que personagens de doze fases diferentes se encontram juntos pela primeira vez.
Jessica Lange, conhecida por papéis em filmes como Tootsie, retoma Constance Langdon, personagem de Murder House, depois de um hiato de oito anos longe da franquia. Sarah Paulson, que o público lembra de papéis em produções como 12 Years a Slave, volta como Cordelia Goode, de Coven, mas não para por aí: a atriz interpreta mais de cinco personagens diferentes ao longo dos episódios. Já Emma Roberts reprisa Madison Montgomery, também de Coven.
Mais nomes conhecidos no elenco
Completam o time de veteranos Evan Peters, Angela Bassett, Gabourey Sidibe, Billie Lourd, Kathy Bates, Leslie Grossman e Mena Suvari, todos ligados a fases anteriores da antologia. Entre as novidades estão Paul Anthony Kelly, Joey Pollari e John Waters.
Ryan Murphy, que dirigiu o primeiro episódio da nova temporada, falou sobre o carinho que tem por outra fase polêmica da franquia:
Minha temporada favorita é aquela que todo mundo odeia, Roanoke. Essa é minha favorita, é a minha forma favorita. Muita gente está descobrindo essa temporada agora e ela está virando a favorita de várias pessoas.
Ryan Murphy, em tradução livre
A fala reforça o tom de celebração que cerca a temporada 13: mesmo as fases menos aclamadas da franquia voltaram a ganhar relevância com o resgate promovido agora.

American Horror Story em números: mais de uma década de Emmys e horas assistidas
O apetite da FX pela 14ª temporada também se explica pelo peso histórico da marca. Desde a estreia em 2011, American Horror Story já acumulou mais de 100 indicações ao Emmy e ultrapassou 700 milhões de horas assistidas em todo o mundo, segundo dados divulgados pela própria FX.
A emissora credita a série como precursora do formato moderno de minissérie limitada e a série de uma hora mais longeva de sua história, construída ao longo de fases que incluem uma casa mal-assombrada, um coven de bruxas, um freak show itinerante, um hotel amaldiçoado e até o apocalipse, universos que agora são costurados juntos na temporada 13.
O apelo da franquia já havia gerado um spin-off: American Horror Stories, anunciado em maio de 2020 e lançado pelo FX on Hulu, com episódios antológicos independentes em vez do arco de uma temporada só. Sarah Paulson atuou como diretora da série derivada, que reuniu nomes como Matt Bomer, Taissa Farmiga, Evan Peters, Sierra McCormick, Kaia Gerber e Paris Jackson no elenco inicial.
A confirmação da 14ª temporada antes mesmo desse desfecho mostra que a aposta da FX na franquia segue firme para os próximos anos.
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Fonte principal: Deadline.




