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Crítica | Depois Daquela Montanha

por André Sobreiro comentários

O que faz um bom filme? Olha, se eu tivesse essa resposta, eu não estaria aqui, mas sim escrevendo um best seller e ficando milionário. Mas alguns elementos, combinados ou não, ajudam bastante.

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Um bom roteiro. Não precisa inventar a roda, mas contar uma história de maneira bem contada pode ser um caminho. Direção competente. Sabe aquele ator meia boca que brilha em um filme? Pode apostar que a direção dele foi boa. Atores de talento nem precisa explicar. Efeitos que enchem os olhos. São muitos os fatores que, combinados ou não, rendem um filme que a gente sai do cinema feliz. Ou incomodado. E tudo isso para falar que Depois Daquela Montanha não tem quase nada disso. Eu disse quase.

Vamos fazer um jogo? O filme conta a história de uma fotojornalista e de um neurocirurgião presos em um aeroporto por causa de uma tempestade. Por ideia (impulso, eu diria) dela, eles acabam alugando um avião pequeno, pois ambos possuem compromissos bem importantes. Agora é o jogo: falem para si o restante da trama. Agora assistam ao filme.

O roteiro é previsível, a direção de Any Abu-Assad não é nada inesquecível. Efeitos especiais? Nada que você diga: Nossa, tem neve caindo na minha cara! Mas o filme tem um trunfo, ou melhor, dois. Kate Winslet e Idris Elba.

Kate Winslet vive a jornalista Alex Martin, impulsiva e apaixonada, a ponto de decidir cobrir uma zona de conflito na véspera de seu casamento. E Idris Elba vive Ben, o neurocirurgião racional e que a gente não sabe quase nada, nem seu sobrenome.

E é essa diferença nada sutil que faz a gente se envolver. Os dois são tão talentosos, que uma coisa que poderia parecer um clichê ruim, vai ganhando contornos humanos o bastante que, quando você nota, já se envolveu pela trama fraca.

Refaço a pergunta do início: o que faz um bom filme? Sigo sem saber, mas colocar dois talentos tão grandes juntos certamente é uma boa saída.

Studio na Colab55
André Sobreiro
André Sobreiro

Jornalista, daqueles que acredita no momento mágico em que as luzes do cinema se apagam e o filme vira a realidade

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