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Crítica | Thor: Ragnarok

por André Sobreiro comentários

É dura a vida do Thor. O personagem, apesar de ter uma mitologia bem interessante (mais do que vários de seus colegas Vingadores), nunca conseguiu emplacar um filme solo que fosse sensacional. O primeiro é até divertido, o segundo a gente finge que não viu, mas nada que se equipare a um Guerra Civil, do Capitão América, por exemplo. Menos ainda a um Guardiões da Galáxia. Pelo menos até agora.

ThorRagnarok

Thor: Ragnarok encerra a trilogia do personagem com um salto enorme de qualidade em relação aos seus antecessores, mas sem perder o que tinha de bom. E muito disso se deve à entrada do diretor Taika Waititi, que renovou o universo do personagem.

Aqui, a mitologia Asgardiana segue importante, mas sem a imponência vista nos filmes anteriores, e isso é nítido inclusive nas cores. Sai o vermelho e o dourado e entram cores animadas, mais lúdicas, aproximando Thor do universo dos Guardiões da Galáxia.

A trama mostra a chegada a Asgard de Hela, Deusa da Morte, disposta a tudo para tomar Asgard para si. E cabe a Thor, que acaba se perdendo no espaço e indo parar no Planeta Sakaar, reunir um time e lutar pela salvação de sua terra e seu povo.

Chris Hemsworth, em sua quinta atuação como Thor, deixa um pouco de lado o grandioso do Deus do Trovão que não quer assumir o trono e mostra mais de seu lado cômico, aspecto que a gente sabe que o ator costuma se destacar. Ao lado dele, o verdadeiro dono de todos os filmes, Tom Hiddleston, vivendo o irmão adotivo Loki. Para os habituados ao personagem, o arco dele não apresenta nenhuma surpresa, mas ainda assim é sempre bom ver esse que foi um vilão se destacar em cena.

Cate Blanchett, por sua vez, rouba cada cena que aparece. Sua Hela, cheia de rancor e vingança, é uma vilã grande, e ver a atriz em ação fazendo suas maldades, é uma delícia.

Outros destaques desse elenco ficam por conta de Anthony Hopkins e Idris Elba, retornando em seus papéis de Odin e Odin e dos iniciantes no universo: Karl Urban e Tessa Thompson, que vive uma das Valquírias. Mark Ruffalo e seu Hulk, que saiu em um Quinjet ao final de A Era de Ultron desempenha papel fundamental na trama e faz a gente, mais uma vez, desejar um filme solo dele. E temos, por fim Jeff Goldblum, impecável como o Grão-Mestre.

Thor: Ragnarok, como as imagens e vídeos de divulgação mostraram, é um filme colorido, cheio de humor, ação e com algumas participações bem especiais. É quadrinho nas telas com qualidade. Um filme como o Deus do Trovão merece.

Studio na Colab55
André Sobreiro
André Sobreiro

Jornalista, daqueles que acredita no momento mágico em que as luzes do cinema se apagam e o filme vira a realidade

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