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Kingsman: O Círculo Dourado

por André Sobreiro comentários

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Eu queria começar essa crítica falando de um assunto paralelo: eu gosto bastante de Matthew Vaughn. O inglês dirigiu Kick-Ass, filme sensacional sobre o mundo real dos heróis. Isso abriu portas para que assumisse X-Men: Primeira Classe, para mim o melhor filme dos mutantes até agora. E não se acomodou.

Ao invés de assumir o filme seguinte dos mutantes, decidiu ir para Kingsman, outra adaptação de HQ. E o resultado é espetacular. Um herói com estilo James Bond, mas completamente antenado com os dias atuais. O sucesso do filme – que custou 81 milhões e arrecadou mais de 400 milhões de dólares – garantiu uma continuação, que chega agora aos cinemas.

Mas os filmes do Homem-Aranha já nos ensinaram: com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. O sucesso do primeiro filme atiçou o interesse de grandes nomes. Não que o original já não os tivesse. Colin Firth, Mark Strong, Samuel L. Jackson e Michael Caine davam estofo para o jovem Taron Egerton brilhar como Eggsy.

Na continuação, além de Firth e Strong, ainda tivemos nesse elenco Julianne Moore, Michel Gambon (o novo Arthur), Channing Tatum, Pedro Pascal, Halle Berry, Jeff Bridges e até Elton John. Sim, um elenco de peso. Mas antes disso, ao enredo.

Kingsman: O Círculo Dourado é a continuação direta do primeiro filme. Aqui, tanto Eggsy quanto Roxy são agentes na ativa da Kingsman, que sofre um forte ataque. Eggsy e Merlin partem então para os Estados Unidos para encontrar os Statesman, organização irmã que ao invés de fabricar ternos, faz uísque, e buscar maneiras de salvar a Kingsman e combater quem tentou destruir a entidade.

A proposta, até certo ponto é boa. A tentativa de criar uma organização recheada de estereótipos – qual a versão britânica – norte-americanos, mais do que mostrar um novo mundo, só parece uma tentativa de agradar ao bairrista público dos Estados Unidos.

Além disso, como já foi falado, o filme tem um elenco estelar e grande. Isso cria um grupo de coadjuvantes de luxo, claramente criados para garantir um terceiro filme. Tatum e Berry são os mais gritantes. Dois astros com muita ação no currículo, poderiam ser trocados por desconhecidos sem perda alguma para o filme.

Isso sem contar que: muita gente exige muito roteiro. Aí o filme acaba se alongando um pouco demais e se torna cansativo em alguns momentos.

Isso faz do filme ruim? Não mesmo. A ação segue maravilhosa. A interação entre Egerton e Firth impecável. Pedro Pascal e Julianne Moore brilham com seus papéis – mais profundos que a média dos novatos – e até Elton John nos arranca boas risadas. Mas é aquilo: o nível estava alto, bem alto.

Kingsman: O Círculo Dourado entretém como promete, mas sem criar no espectador – como o seu original – a sensação de estar diante de uma obra única, inovadora.

Studio na Colab55
André Sobreiro
André Sobreiro

Jornalista, daqueles que acredita no momento mágico em que as luzes do cinema se apagam e o filme vira a realidade

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