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Piratas do Caribe | Dois é melhor?

por André Sobreiro comentários

Ridley Scott. Quentin Tarantino. James Cameron. Grandes nomes de diretores que, só de citar, a gente já imediatamente começa a pensar em filmes deles. Em alguns casos, como o de Tarantino, a assinatura em cada projeto é nítida. Mas uma tendência vem sendo observada no cinema atual: filme com dois diretores, como o novo Piratas do Caribe, assinado por Joachim Rønning e Espen Sandberg. Mas será que é uma tendência mesmo, ou a gente que nunca reparou?

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Já em 1933, o grande King Kong teve dois diretores unindo talentos diversos. Ernest B. Schoedsack dirigiu os live actions e Merian C. Cooper cuidou dos efeitos e das miniaturas. E o Clássico Cantando na Chuva? Gene Kelly dirigiu, como fazia com a maioria de seus filmes, mas dividiu os créditos com Stanley Donen, seu coreógrafo assistente.
E o clássico Poltergeist? Dirigido por Tobe Hooper, o filme contou com uma ajuda nada discreta de ninguém menos que Steven Spielberg, que havia assinado contrato para ET e, em tal contrato, previa que ele ajudaria em outra produção até as filmagens de ET começarem.

No mundo da Disney tal situação é bem recorrente. Quer ver? Além de Piratas, temos Frozen de Chris Buck e Jennifer Lee, Moana que consegue creditar Ron Clements, Don Hall, John Musker e Chris Williams na direção e ainda podemos nos lembrar de Capitão América: Guerra Civil e os novos filmes dos Vingadores, de Anthony e Joe Russo, que a gente já até chama de Irmãos Russo, tamanha sintonia.

Irmãos, que agora são irmãs, também temos as Wachowski. As duas fizeram Matrix, O Destino de Júpiter, Sense8 e ainda dividiram com Tom Tykwer a direção de A Viagem.

Pois é, tendência? Que nada. O próprio Tarantino e Robert Rodriguez já se uniram em Um Drink no Inferno e Planeta Terror.

Studio na Colab55
André Sobreiro
André Sobreiro

Jornalista, daqueles que acredita no momento mágico em que as luzes do cinema se apagam e o filme vira a realidade

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