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Alien: Covenant

por Reinaldo Glioche comentários
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É preciso ter um pouco de perspectiva quando se entra no cinema para assistir “Alien: Covenant”. Sexto filme da série oficial e continuação direta de “Prometheus” (2012). Ridley Scott, prestes a completar 80 anos, permeia a série de uma bem-vinda intermitência filosófica – que pode incomodar alguns, principalmente aqueles que preferem o “Alien” de James Cameron – e tenta se aproximar conceitualmente de “O Oitavo Passageiro”.

São pretensões dignas e compatíveis com alguém que dirige o sexto filme de uma série que, lá atrás, revolucionou a ficção científica. Mas não se pode esperar de “Alien: Covenant” algo extraordinário, febril ou mesmo hermético. Este filme já foi feito antes e em 1979. Aqui vive-se do passado. Público, Hollywood e até mesmo Scott, mas é ele quem tenta propor algo novo nessa aventura e essa proposta se materializa na figura do androide David, grande protagonista da franquia em sua encarnação do século XXI.

Michael Fassbender, que já havia roubado a cena em “Promtetheus”, volta a viver David com a complacência e tridimensionalidade que tanto chamou a atenção no filme anterior. Aqui ele faz, ainda, outro androide, Walter, um modelo posterior a David que compõe a tripulação da Covenant, uma nave colonizadora que cruza o caminho de David, que tem seus próprios planos para o destino da humanidade.

“Alien: Covenant” é um entretenimento enxuto, sem o charme e premência do filme original, mas que consegue reproduzir seu apelo. A primeira cena em que um alien nasce de dentro de uma pessoal é realmente algo digno de nota. Cheio de clima, mas ressoando na filosofia trash aqui e ali, o novo filme passa longe de ser a tragédia que andam pintando por aí, mas também não fica na memória.

Assista ao trailer de ‘Alien: Covenant’:

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Reinaldo Glioche
Reinaldo Glioche

Jornalista e cinéfilo, não necessariamente nesta ordem. Respira cinema, ama filmes e fala sobre tudo, mas no Salada escreve sobre sexo. Lembre-se: We´ll always have Paris

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