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A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

por Graciliano Marques comentários
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Baseado em uma série de mangás lançados em 1989 e no anime O Fantasma do Futuro, de 1995, Ghost in the Shell, que na tradução para o português foi adicionado o título A Vigilante do Amanhã, é ambientado em um futuro próximo, onde a conectividade humana com a inteligência artificial é uma realidade, e tudo e todos estão hiperconectados.

Major Motoko, interpretada por Scarlett Johansson (Lucy e Avengers), é a líder de um esquadrão antiterrorista especializado em crimes digitais. Motoko é uma alma em uma casca. Ela é a personificação do título do filme, uma vez que seu cérebro, sua alma, seu “ghost”, foi implantando em um corpo cibernético após sua morte trágica, sendo a primeira do seu tipo, praticamente uma Khaleesi do futuro. Toda a ação do filme se desenrola em virtude de uma série de assassinatos a grandes cientistas, que fizeram parte da criação de Motoko, executados por Kuze, um ciberterrorista interpretado por Michael Pitt (Os Sonhadores).

Assim como Matrix, que também teve como inspiração a versão anime de 1995, Ghost in the Shell fala da alma humana em contraposição à robótica, inteligência artificial versus consciência. Um filme com grande potencial para questionamentos entre os limites da liberdade em um futuro, não tão distante, baseado em inteligência artificial. Porém acaba se perdendo ao reduzir o plot principal em uma busca da protagonista sobre sua origem e seu passado. Com uma composição visual grandiosa, como o diretor Rupert Sanders já havia demonstrado gostar em Branca de Neve e o Caçador, o filme é feito sob medida para o 3D, porém deixa o espectador com um gostinho de quero mais, ao favorecer a estética visual, e as cenas de ação, ao potencial conteúdo da obra original.

Além de Scarlett Johansen, que consegue muito bem distanciar seu personagem de outras heroínas já vivenciadas na telona, o filme conta com Pilou Asbæk (Game of Thrones) como braço direito de Major e Juliet Binoche (Chocolate e O Paciente Inglês) como a Dra. Ouelet, que é uma das criadoras de Motoko. Por conta dessa escalação de atores, o filme foi taxado como whitewashing, que é substituir personagens fictícios ou históricos estrangeiros por atores norte-americanos ou brancos, uma vez que no original trata-se de uma história ambientada no japão de 2029 e conta personagens japoneses.

Ghost in the Shell agrada, mas não encanta. Se possível, assista o original de 1995. É superior, além de clássico.

Assista ao trailer de ‘A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell’:

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Graciliano Marques
Graciliano Marques

O que eu quero mais é ser Rei e ver o mundo voando num tapete mágico. Geração Disney de clássicos do Cinema. Publicitário de terno e crítico espectador. Faz sentido?

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