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cine mundo – Oscar 2017: Melhor Filme Estrangeiro Parte IV

por Caio Cesar comentários

Todos preparados para uma das maiores premiações do cinema mundial? O Salada de Cinema nasceu pronto e aqui você encontra as críticas de todos os filmes que vão desfilar pelo red carpet nesse domingo, 26. E é claro que o Cine Mundo não ficaria de fora do aquecimento, então pega a pipoca e vem ver o resumão dos 5 filmes que irão concorrer à estatueta de Melhor Filme Estrangeiro.

Leia também:
Oscar 2017: Melhor Filme Estrangeiro – Parte I
Oscar 2017: Melhor Filme Estrangeiro – Parte II
Oscar 2017: Melhor Filme Estrangeiro – Parte III

Toni Erdmann

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O alemão Toni Erdmann é a maior aposta dos críticos e caso não leve o prêmio será uma grande surpresa para todos. A longa comédia (três horas de filme) é centrada na relação pai-filha entre Winfried (Peter Simonischek), homem aposentado que não vê com muita frequência sua filha Ines (Sandra Hüller). Mas o que faz desse filme uma produção tão aclamada? Não consigo pensar em outro motivo que Peter Simonischek. O ator entrega uma performance excelente como professor aposentado e fã de brincadeiras um tanto quanto peculiares, como, por exemplo, usar disfarces e dentes falsos. O conflito se estabelece quando ele resolve se aproximar de Ines, mas acaba a incomodando com suas brincadeiras fora de hora. Winfried tem uma relação difícil com sua filha executiva. Ela não o acha mais engraçado, o que gera uma crise nele, que em contrapartida a percebe infeliz. Porém, quanto mais Ines tenta afastar seu pai e o seu alter-ego Toni mais essa relação se estreita e em meio a tanta loucura, ela entente que seu excêntrico pai pode ocupar um espaço em sua vida.

O Apartamento

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Eis o único filme que pode tirar o prêmio das mãos de Toni Erdmann. A história iraniana sobre um casal de classe média do Teerã – Rana (Alidoosti) e Emad (Shahab Hosseini) – que precisam abandonar às pressas seu apartamento devido à um desmoronamento eminente e acabam enfrentando uma tragédia na nova moradia, com certeza seria a melhor opção para a premiação, não apenas pelo enredo tão bem construído, mas principalmente pelo momento político (como dito no texto anterior). O novo apartamento, habitado anteriormente por uma prostituta, é fundamental para o desenrolar da trama e é partir dele que o suspense Farhardiano se instaura e podemos perceber que estamos diante de um genuíno filme do diretor. Contudo, apesar de ser um suspense inteligente e muito realista, não podemos comparar a produções anteriores como “À Procura de Elly” e “A Separação”. Farhardi é ambicioso, mas o filme acaba caindo em alguns clichês de tantos filmes de suspense norte-americanos.

Tanna

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A trama conta a história de Wawa, uma jovem que se apaixona pelo neto do chefe da sua tribo, Dain, mas é impedida de viver esse amor. Tudo parece caminhar para que os dois terminem juntos, porém toda esperança é perdida quando um conflito entre tribos rivais estoura após o xamã de Yakel (albi Nangia) ter sido atacado por membros da tribo Imedin. Para evitar uma guerra maior entre as tribos, Wawa é prometida a um homem da tribo rival como símbolo de trégua. A partir daí o filme torna-se um intenso suspense focado na fuga dos dois amantes, afinal a vida deles foi colocada em risco ao desafiar as rígidas leis tribais. Tudo é válido para viver essa paixão arrebatadora, até buscar refúgio em uma comunidade formada por ex-habitantes de tribos que deixaram suas tradições de lado e adotaram o modo de vida ocidental. O filme toma rumos imprevisíveis e encerra com uma sequência de cenas fascinantes, quando Wawa e Dain encontram abrigo ao pé na boca de um vulcão ativo. Nesse momento somos envolvidos por imagens deslumbrantes do casal em plena comunhão e logo entendemos que um final trágico está à espreita.

Um Homem Chamado Ove

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Existe um telespectador antes e depois dessa obra. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. Ove, um velho ranzinza e cheio de maneirismos, começa o filme nos colocando em nossos devidos lugares: longe dele. Mas basta alguns minutos de tela para entendermos a fonte de tanta amargura e nos aproximarmos desse personagem tão profundo que é Ove. Sem papas na língua, Ove não tem problema em dizer o que pensa, mesmo que isso lhe custe o seu melhor amigo. Por mais clichê que possa ser, por trás desse homem tão duro existe um amável senhor que tem seus motivos para ser como é. Adaptado do best-seller sueco escrito por Frederick Backman, “Um Homem Chamado Ove” conta a história do viúvo que diariamente visita o túmulo de sua amada ao mesmo tempo que busca aniquilar com a própria vida. Porém todas as suas tentativas são frustradas e interrompidas por seus vizinhos, que ao longo do filme transformam Ove em uma diferente pessoa.

Terra de Minas

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Dos cinco concorrentes “Terra de Minas” foi o que mais me tocou, pois é um filme com uma sinceridade grandiosa e interpretações marcantes, principalmente se você pensar que são jovens atores que formam o elenco. O filme remonta a Dinamarca de 1945, Segunda Guerra Mundial, logo após a Alemanha terminar a ocupação do país, deixando centenas de milhares de minas terrestres enterradas nas praias da costa ocidental. Nesse cenário resta aos prisioneiros de guerra o perigoso trabalho de limpar o solo explosivo. O longa é construído em cima de uma tensão e suspense que criam uma atmosfera que faz qualquer um segurar o fôlego em suas poltronas diante do perigo eminente.

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Caio Cesar
Caio Cesar

"Filme grego de novo, Caio?" Sim, eu sou desses mesmo. Um curioso definitivo pelo cinema. Se não for grego, vai ser tcheco, japonês, italiano ou francês, e se reclamar, vai ser iraniano! Pra mim, cinema é espelho, retrato e sequela.

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