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Os 8 Odiados | Samuel L. Jackson

por Juliana Penna comentários
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Ao falar sobre a atuação de Samuel L. Jackson, Quentin Tarantino já chegou a dizer que suas falas, de tão perfeitamente interpretadas, parecem cantadas. E apesar de ser uma presença marcante em sua obra, não é só Tarantino que o considera hoje um dos monumentos do cinema atual. Mas nem sempre foi assim.

Jackson começou a surgir sob os holofotes em um contexto muito diferente. Ativista pelos direitos humanos dos negros, nos Estados Unidos, ele chegou a ser condenado por envolvimento em ações radicais pelo Movimento dos Direitos Civis, em 1969. Quando dava seus primeiros passos em Hollywood, a presença de atores negros nas telonas era – se mesmo hoje, ainda é pouco representativa – rara e notória. De acordo com ele próprio, se havia um papel, ele era antes oferecido primeiro a Denzel Washington, e em seguida para, Danny Glover, Forest Whitaker e Wesley Snipes. Jackson era somente o próximo dessa lista.

Mas muita coisa iria mudar depois que o personagem Jules Winnfield apareceu em seu caminho. A união do estilo característico de Samuel L. Jackson casou-se perfeitamente com o universo de Tarantino e conquistou o público internacional com a citação bíblica mais badass já proferida no cinema. Se por um lado, Pulp Fiction iria render uma premiação em Cannes a Tarantino, assim como o carimbo de cineasta ilustre, para o resto do mundo ficou claro que ninguém faz melhor o papel de gangster cool como Samuel L. Jackson.

Daí por diante, vieram Shaft, Duro de Matar, Nick Fury da saga infindável da Marvel, e até mesmo uma ponta honrosa na (horrível) segunda-primeira trilogia de Star Wars, como um dos chefões dos Jedis. Com a vida feita, Samuel L. Jackson é provavelmente um ator que terá sempre vaga cativa na pele do mesmo personagem, em suas diversas facetas – e é muito feliz com isso. Não à causa de limitações em seu talento, muito pelo contrário, ele o faz porque ninguém faria melhor.

Se Tarantino sabia disso naquela época, ele ainda hoje não perde a oportunidade de cooptá-lo na hora de escalar seus elencos. A reunião traz uma chance para ambos (e para nós, o público) de relembrar o quão longe pode repercutir o encontro de duas presenças criativas tão significativas. Se antes, ficou provado que ambos eram geniais, hoje eles são verdadeiramente insubstituíveis.

Studio na Colab55
Juliana Penna
Juliana Penna

Paulistana, jornalista que assiste a filmes demais e jornais de menos. Mas que acredita estar mais preparada para o futuro por isso. Afinal, não haverá inflação durante a apocalipse zumbi.

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