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A Colina Escarlate | O cinema de Guillermo Del Toro

por Juliana Penna comentários
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Alguém a fim de um terror com um toque de pimenta mexicana? Pois a pedida aqui é certa!

Não é preciso ser um entendido nas obras de terror psicodélico de Guillermo Del Toro para se ter uma ideia do que esperar ao se comprar o ingresso para ver seu novo longa num sábado a tarde. E isso não é dizer que seus filmes sejam, de alguma forma, previsíveis: pelo contrário. Porém algumas certezas você já pode ter logo de cara. E uma delas é a certeza de um entretenimento nerd de boa qualidade, acompanhado da vivacidade, acidez e boas doses de realismo fantástico que só a cultura latino-americana pode oferecer.

Essa verdadeira salada de influências (que ele tanto carrega, como propela) tornam sua carreira uma sequência de filmes mal compreendidos e pouco consensuais, pontilhada de obras geniais e mundialmente admiradas. A exemplo do Labirinto do Fauno, que veio somente 4 anos depois de Del Toro ter dirigido o primeiro Hellboy (nada contra…). Tudo a ver não?

Mas esse paradoxo fica ainda mais evidente se olharmos aos primeiros filmes de sua carreira. Pensar que o mesmo diretor que dirigiu Cronos e Mimic é o mesmo que quase dirigiu a trilogia O Hobbit (do qual ele assina o roteiro e produz) e produziu filmes como Biutiful, Megamente, O Gato de Botas e Cowboys vs. Aliens é de se duvidar. Tudo tão eclético e diverso entre si, e ainda assim, tudo misteriosamente faz sentido.

Atualmente, mesmo que seja um mero nome na lista de produtores, o nome Guillermo Del Toro significa muito mais do que uma influência geek/mexicana a mais. Cada projeto em que se envolve, parece sair com a marca indelével de seu estilo. Mais do que por seu talento como cineasta, Del Toro é hoje em dia referência de criatividade no cinema moderno, algo que parece estar em falta em grande parte do cinema industrial.

E aos fãs, não se preocupem. Hollywood continuará recorrendo à sua imaginação sem muitos pudores, e muitos blockbusters continuarão saindo com o seu selo na capa. E aos que o acusam de estar se tornando um vendido e traindo suas origens, ele salienta que até hoje cresceu perseguindo somente seus projetos pessoais, e que não pretende desviar-se disso tão cedo. De qualquer forma, uma apimentada a mais não faz mal…

Studio na Colab55
Juliana Penna
Juliana Penna

Paulistana, jornalista que assiste a filmes demais e jornais de menos. Mas que acredita estar mais preparada para o futuro por isso. Afinal, não haverá inflação durante a apocalipse zumbi.

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