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Um Divã para Dois | Crítica

por Raphael Camacho comentários

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O novo trabalho do diretor nova-iorquinho David Frankel não era fácil. Dirigir na telona dois grandes atores que só por constarem no elenco de um filme já geram expectativa. Para a alegria dos cinéfilos, o cineasta que dirigiu, entre outros filmes, “Diabo Veste Prada” e “Marley & Eu” consegue fazer um filme maduro, como os personagens que estão no epicentro de uma crise no seu casamento. Com o lema “Mesmo bons casamentos tem anos ruins”, “Um Divã para Dois” é uma comédia com pitadas de drama que agrada de uma maneira geral, pena que a trilha sonora não encaixa com o filme. Uma grande decepção nesse aspecto.

Na trama, um casal já na flor da terceira idade enfrenta uma crise intensa em seu relacionamento. Para tentar fugir da mesmice procuram se entender em algumas sessões de aconselhamento de casais, sob o comando de um médico experiente no assunto. A lembrança de momentos vivos na vida daquele casal reacende a chama que não mais existia. O pedido de casamento com direito a anel no pão doce, noites inesquecíveis, viagens memoráveis, todas essas situações despertam novamente aquele sentimento que estava guardado dentro daquele casamento de 31 anos.

É um filme maduro como os personagens. Interpretar um mal-humorado rabugento é com o Tommy Lee Jones, impressionante como está na sua essência (assim como o Sean Bean para interpretar reis em histórias medievais). O ganhador do Oscar chega a roubar a cena em alguns momentos, excelente atuação. Seu personagem Arnold é rabugento, mão de vaca que curte golf e há tempos  não abraça sua mulher, entra em um processo de grande transformação ao longo do filme. Sua mulher, Kay, é interpretada pela grande rainha dos cinéfilos. O jeito de falar, o encaixe nos trejeitos, Meryl Streep consegue, como poucas, fazer qualquer papel muito bem, é impressionante.

Interpretando o doutor especialista em recuperar casamento, temos o comediante Steve Carell. Em alguns momentos, é engraçado ver o Steve sério, ser cômico está em sua essência. O filme tem seus méritos por falar de sexo na terceira idade sem ser vulgar. Méritos do roteiro de Vanessa Taylor (que já escreveu episódios de seriados como “Game of Thrones” e “Everwood”), aproxima o público, de todas as idades, da história facilmente com diálogos leves e descontraídos. O velho bacon, os velhos ovos com a gema dura, o talento de sempre de uma dupla que enche  sessões desde sempre. Uma ótima diversão, lotem as salas de cinema!

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