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A Delicadeza do Amor | Crítica

por Raphael Camacho comentários

A delicadeza do Amor
A culpa de um beijo transforma sofrimento em amor, modelado por uma das formas mais peculiares que seria possível. Dirigido pela dupla David Foenkinos, Stéphane Foenkinos “A Delicadeza do Amor” chegou aos nossos cinemas no final de maio com o compromisso de manter a tradição de filmes água com açúcar que a França exporta aos montes durante todo o ano. Delicado como seu título, o filme consegue agradar todo tipo de público, por meio de canções, por rodadas de câmeras em 360 graus e diálogos muito bem construídos. O entrosamento em cena de François Damiens e Audrey Tautou é um ponto fundamental para que o carisma transborde na tela.

Na trama, conhecemos Nathalie uma mulher bonita no auge de sua vida que vive apaixonada por seu marido François. Um dia, após ir uma corrida na rua, François é ferido gravemente e um tempo depois falece, deixando Nathalie desesperada e sem rumo. Após 3 anos de luto, se dedicando fielmente ao novo emprego a protagonista é envolvida em um relacionamento com um sueco que trabalha na mesma empresa que ela. O amor em sua forma mais delicada e o sofrimento em sua forma mais profunda são elementos que se misturam nesse romance. Para embarcar e ser feliz nesse novo amor Markus precisará ter paciência e conhecer todo o sofrimento da bela jovem.

A personagem passa por todas as fases de indignação após o ocorrido. Rotinas são quebradas, objetos jogados fora, um sofrimento extremo toma conta desses momentos. Um recomeço? Sim, lá no fundo daquelas duas almas a busca é a mesma, de uma vida diferente agora um contando com o outro. A culpa de um beijo em delírio se transforma em uma relação amorosa cômica e deveras peculiar. O atrapalhado Markus, um sueco solteiro que se apaixona perdidamente por sua chefe. Tem cenas impagáveis ao lado de sua paixão: o envio de um ‘smile’ errado, uma procura por uma noite romântica perfeita pela internet são alguns exemplos do que esse simpático personagem apronta ao longo da história. Nathalie é bem diferente de seu par. Mulher forte, determinada, vive basicamente para trabalhar e aproveita pouco os prazeres da vida. O relacionamento complicado e esquisito lembra muito um filme, também francês, chamado “Românticos Anônimos”.

Gosta de rir e curte pitadas de emoção? Dê uma chance a esse filme francês que é água com açúcar mas agrada pelas situações e seus ótimos personagens.

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