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Salada de Cinema/Crítica

Lola | Crítica

Publicado em 10/08/2012 / Por: Raphael Camacho

O que esperar de um filme que já aconteceu, só que em outra língua? Alguns diretores realmente conseguem algumas proezas que até o mais sensato cinéfilo duvida. A cineasta francesa Lisa Azuelos, em 2008, dirigiu o “Rindo à Toa” que tinha Sophie Marceau como grande destaque. O filme fez bastante sucesso, elogios de crítica e público, tudo o que um artista gosta de ouvir. Pois bem, quatro anos mais tarde, a mesma diretora resolve americanizar a historinha e o resultado? Clichês, personagens longe de terem carisma e uma trajetória de muito sono que os cinéfilos são convidados a caminhar a partir dessa sexta-feira (10/08) nos cinemas brasileiros.

Na trama, conhecemos o universo imaturo de Lola (Miley Cyrus) que vive no clímax de sua adolescência cercada de amigas e amigos. Indefinições amorosas, invejas estudantis, traições, amizades duvidosas, depilação brasileira (não entendeu? veja o filme), amizades coloridas, vício pela tecnologia de nossa era, tudo isso e mais um pouco é o que passa no dia a dia dessa jovem que só consegue buscar um conforto para suas indecisões no colo de sua mãe (interpretada por Demi Moore). Essa última, por sua vez, também vive uma vida complicada em suas idas e vindas com o ex-marido e o surgimento de um novo amor.

Sem entrar em uma profunda análise sobre o filme, principalmente pelo sono que atravessa aos olhos cinéfilos durante a projeção, podemos dizer que “Lola” (2012) é um forte candidato ao ‘Framboesa de Ouro’ do ano que vem.  Diálogos que beiram a nulidade, personagens que sumiram com o carisma que transbordavam nos artistas franceses quatro anos atrás, o ritmo acelerado completamente confuso que a trama segue, além de cenas desnecessárias deixam essa fita quase insuportável.

Em certos momentos parece que não estamos vendo um longa metragem e sim uma vitrine de shopping, mega merchandising, principalmente no começo do filme. Não que isso não ocorra em outras produções mas o exagero dessa ativação atrapalha a interação do público com o universo do filme.

Quando chegamos ao desfecho, as pernas se mexem nas cadeiras, loucas para irem embora dessa viagem aterrorizante. O imaginário cinéfilo não é fácil, logo pensa: Corra Lola Corra, acaba logo esse filme por favor!




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