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cine sexo: E no princípio era Marilyn…

por Reinaldo Glioche comentários

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É uma convulsão midiática. Tema de artigos, ensaios e reportagens especiais. Neste último final de semana, mais precisamente em 5 de agosto de 2012, foi lembrado o aniversário de 50 anos da morte de Marilyn Monroe, cujo nome mortal é Norma Jeane Mortenson. A bem da verdade, Marilyn Monroe jamais é esquecida. Presença constante no imaginário de quem sequer viveu o mesmo tempo que ela, Marilyn é daquelas pautas obrigatórias quando se discorre sobre cinema, feminismo, teorias conspiratórias, carisma ou, como é o nosso caso aqui, sexo.

É desnecessário dizer, mas ainda assim importante para os fins dessa coluna, que Marilyn fundou as bases da sexualidade no cinema. Voluptuosa, carnal, bem adornada, ciosa da ambiguidade entre malícia e ingenuidade, Marilyn construiu um personagem cinético que só não encontrava par junto ao personagem construído fora das telas. Em ambos, a sexualidade explodia conscienciosa.

Biografias e biografias tentaram explicar esse fenômeno que mesmeriza gerações em filmes como “Quanto mais quente melhor” (1959), “Os homens preferem as loiras” (1953) e “O pecado mora ao lado” (1955).

Símbolos sexuais de diferentes gerações como Madonna e Nicole Kidman, para citar exemplos imortalizados em capas de revistas, já tentaram se beneficiar do apelo sexual latente que reside na memória de Marilyn Monroe.

Se existe uma coisa em Marilyn Monroe que independe de seu triste fim é sua aura sexual. O mito se construiu sobre a tragédia e se eternizou no seio da mídia, mas o véu da sexualidade que sempre vestiu tão bem a loira de todas as loiras precedeu tudo isso. No princípio, onde o grafismo ainda era um delírio a ser gestado por movimentos libertários,  só havia ela. E só ela importava.

Reinaldo Glioche
Reinaldo Glioche

Jornalista e cinéfilo, não necessariamente nesta ordem. Respira cinema, ama filmes e fala sobre tudo, mas no Salada escreve sobre sexo. Lembre-se: We´ll always have Paris

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