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Phyllida Lloyd

por Fernando Império comentários

Depois de enorme sucesso com o “sessão da tarde”, Mamma Mia!, Phyllida Lloyd assumiu um compromisso ainda maior: dirigir uma espécie de cinebiografia da primeira-ministra britânica, Margaret Tatcher. Porém o resultado ficou aquém do esperado. A edição infeliz e roteiro superficial fez do filme uma frustração para a maioria dos cinéfilos.

Assim pode-se resumir a vida profissional da diretora. Com três títulos no currículo, antes ela tinha dirigido Gloriana, um filme para TV em 2000. Oito anos se passaram para assumir sua primeira grande oportunidade na indústria cinematográfica. Com um elenco de primeiro escalão, liderado por Meryl Streep, Mamma Mia! conquistou públicos do mundo inteiro com o musical pra lá de original, passado na Grécia, a partir de canções manjadíssimas do conjunto musical ABBA, sucesso das pistas da década de 1970.

Em 2011 voltou aos trabalhos com um compromisso mais sério. A proposta era contar em fragmentos a vida de uma das personagens mais importantes do século XX: Margaret Tatcher. Novamente, contou com o talento da sempre competente Meryl Streep, mas nem mesmo a presença da atriz conseguiu elevar a qualidade do filme.

A impressão que o filme pecou pela superficialidade com que os fatos foram tratados e uma tentativa sutil de abrandar a personalidade possante da primeira-ministra, defensora ferrenha do neoliberalismo. Faltou contexto político, faltou também explicar melhor as causas das principais ações de Tatcher durante seu governo e o modo como a edição foi tratada não ajudou. Temos em A Dama de Ferro, um trabalho irregular com poucos, mas bons momentos, principalmente por causa de Meryl Streep e a maioria do tempo um filme fraco. Ainda assim, A Dama de Ferro foi bem no último Oscar (edição 2012). Levou melhor maquiagem e melhor interpretação do personagem principal feminina. Justíssimos.

Seria Phyllida Lloyd uma diretora boa para “sessões da tarde” e fraca para filmes mais sérios? Ainda não há nenhuma notícia sobre novos filmes, mas antes de uma conclusão sobre seus trabalhos é importante aguadar outra oportunidade para avaliar suas habilidades na direção. Por enquanto o placar está empatado: um filme bom, um filme irregular. Para Meryl Streep topar fazer seus dois filmes, alguma coisa Phyllida Lloyd deve ter.

Fernando Império
Fernando Império

Jornalista, cinéfilo, tesão por inteligência e fã de filmes sem final feliz.

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