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Joel e Ethan Coen

Publicado em 20/05/2012 / Por: Fernando Império

Mais conhecidos no cinema como irmãos Coen, essa dupla tem como característica principal o fato de escreverem, produzirem, editarem e dirigirem seus próprios filmes. O último trabalho deles foi um remake de Bravura Indômita (2010), sem nem ter visto a primeira versão, rodada em 1969. Arrogância ou buscaram uma forma de não se contaminar com o primeiro projeto e fazer algo realmente original?

Pelo histórico dos 15 filmes já entregues ao público, certamente, deve ser a segunda hipótese. Os caras parecem que gostam realmente do que fazem e seus filmes são um reflexo disso. Não por acaso, os dois já somam quatro Oscar na estante.

Joel e Ethan Coen conseguem uma façanha que nem todos cineastas entendem: servir a indústria com bons filmes. Pois é comum ter duas vertentes no cinema, o alternativo com filmes para públicos dirigidos e os de Hollywood, produzidos para a massa e de fácil assimilação. Raros são os casos de diretores que conseguem dirigir o que eles próprios escrevem e mais, entregam trabalhos muito bons, elogiados tanto pela crítica, quanto pelo público.

Então surge uma nova vertente: diretores influentes na indústria cinematográfica, que atendem interesses de produtores executivos e ainda fazem ótimos filmes. Os irmãos Coen estão nela. Graças ao talento, principalmente com o texto do roteiro, e lógico estarem no comando de todo o processo das filmagens.

Para este que vos escreve, quatro títulos são imperdíveis e deve estar na coleção de todo cinéfilo: Fargo, O Grande Lebowski, Onde Os Fracos Não Têm Vez e Queime Depois de Ler.  Apesar de enredos bem diferentes é possível traçar uma linha que os caracterizam como filmes tipicamente dos irmãos Coen: humor negro, o fato de um ato pequeno se transformar em uma confusão séria, o uso de violência extrema sem uma grande razão para isso e a presença de um elenco de primeira.

O próximo trabalho deles está planejado para estrear só no próximo mês de janeiro, em 2012. Mas com uma diferença: eles só são roteiristas do filme. Quem dirige é Michael Hoffman (Terra Prometida, 1987). Gambit fala sobre um curador de arte que decide se vingar do seu patrão enganando-o a comprar um Monet falso, mas seu plano requer a ajuda de uma excêntrica e imprevisível rainha de rodeio do Texas. Ou seja, vem mais uma história maluca destes gênios do cinema.




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