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Cinema Nerd #9 | As Duas Torres

Publicado em 17/02/2012 / Por: Igor AppolinArio

Senhor dos Anéis- As Duas Torres

Olá Nerds!

Após o sucesso estrondoso do filme O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), Peter Jackson e os produtores puderam respirar aliviados e continuar a contar a saga do poderoso Um Anel e daqueles que lutaram tanto para conseguí-lo, quanto para destruí-lo nas chamas da Montanha da Perdição.

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), chegou às telas com 2h59min na versão original dos cinemas, sua versão extendida conta com 3h55min de ação initerrupta. Assim como o livro que o entitula, o filme foca na viagem de Frodo (Elijah Woods) e Sam (Sean Astin) pelo interior da Terra-Média até a entrada de Mordor, a terra do tirano Sauron, bem como a aventura de Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) para salvar os hobbit que foram sequestrados pelo exército de uruk-hais de Saruman (Christopher Lee), caindo em meio a uma guerra do mago branco, dominado pelo mal, contra o reino dos homens em Rohan.

Alguns novos personagens começam a surgir, como Barbárvore, o líder dos Ents da floresta de Fangorn que lidera seu povo contra os demandos de Saruman e Isengard. Com voz de John Rhys-Davies (o ator que faz Gimli), o personagem foi construído em animação digital bem como um boneco  animatrônico de pouco mais de 4 metros, onde Merry (Dominic Monaghan) e Pippin (Billy Boyd) ficavam empoleirados durante quase todo o tempo de gravação dos dois para este filme. Os dois eram deixados no alto do animatrônico até durante as pausas, dada a dificuldade de movê-los de lá, sendo que eles almoçavam no alto do boneco, e chegaram a escrever juntos um roteiro. Grìma Língua-de-cobra (Brad Dourif) o ardiloso braço-direito de Saruman e conselheiro pérfido do Rei Theoden (Bernard Hill) é uma outra adição valorosa, com uma interpretação digna de asco do espectador.

Outro personagem que faz uma entrada triunfal na saga a partir deste filme é Gollum/Sméagol (Andy Serkis). Um ser aparentado dos hobbits que foi dominado pelo Um Anel há tempos imemoriais e que faz de tudo para ter de volta seu “precioso”, até levar os hobbits à beira da terra sinistra de Mordor. Criado com captura de movimentos de Serkis e criado em computação gráfica, Gollum tornou-se extremamente convincente ao público. Visto de relance no primeiro longa, a criatura foi completamente redesenhada para este filme, sendo que dois anos de trabalho anterior foram refeitos em menos de três meses para dar veracidade ao personagem que fica em tela durante quase metade do filme.

O set para o Pântano dos Mortos, por onde Gollum começa a levar os hobbits a caminho de Mordor, foi feito em um estacionamento a céu aberto, sendo que passageiros da linha de trem que passa ao lado do mesmo puderam ver Elijah Wood, Sean Astin e Andy Serkis atuando no cenário. Cenário este que consumiu 11.000 sacos de areia para ser feito, bem como dezenas de corpos submersos feitos de silicone.

Edoras, a cidade dos valentes cavaleiros de Rohan, e seu palácio de teto dourado só aparecem em cenas durante o dia pois era virtualmente impossível enviar todo o equipamento para a gravação de cenas noturnas para a locação. Isso por que o set fica em um parque nacional, sendo que para gravar, a produção se comprometeu a preservar a área, tendo até que retirar a vegetação natural, guardá-la em estufa por 18 meses e depois retornar tudo ao lugar certo.

É lá que conhecemos o Rei Theoden e Éowyn (Mirando Otto) a outra grande personagem feminina da saga que tem destaque tão grande quanto Arwen (Liv Tyler) e chega a tentar disputar o amor de Aragorn. Em menor escala, conhecemos também o leal Éomer (Karl Urban), que é expulso do reino ao tentar salvar o tio das armadilhas de Grìma.

O Abismo de Helm e sua fortificação foram construídos em escala para as tomadas a distância, sendo construído um modelo de 2 metros de altura e 6 metros quadrados e outro em escala com 9 metros de altura para gravação com atores. Sua construção durou 7 meses e as gravações para a batalha duraram cerca de 3 meses e meio, sendo feitas apenas durante a noite e com máquinas de chuva ligadas diretamente sobre a aquipe e atores. Os extras podem se orgulhar de terem inventado uma das cenas mais emblemáticas da batalha, quando os uruk-hais batem suas lanças contra o chão a espera da batalha. Jackson viu este pequeno exercício de espera dos extras e achou ideial para colocar em cena. Peter Jackson também acompanhou pessoalmente a gravação do grito de guerra antes do ataque: ele foi feito com a ajuda de torcedores de uma partida de criquete, quando 25.000 pessoas, lideradas por Jackson, entoaram o grito uruk-hai que era exibido no telão. A experiência geral da gravação desta batalha foi tão cansativa para a equipe que todos receberam ao final como lembrança uma camiseta com os dizeres “Eu Sobrevivi ao Abismo de Helm”.

Arwen não está presente neste livro, mas como parte do elenco principal e interesse romântico de Aragorn, passagens foram construídas a partir dos apêndices do original. As cenas em que ela e Elrond (Hugo Weaving) conversam e tem visões do passado, bem como do reino dos homens, saíram diretamente de citações vindas do próprio Tolkien. Versões anteriores do roteiro tinham Arwen se unindo a batalha do Abismo de Helm, chegando até a serem gravadas algumas cenas neste sentido, porém posteriormente descartadas pelo diretor.

E para aqueles que não vivem sem uma pequena curiosidade: As Duas Torres foi o filme com mais alterações de roteiro/acontecimentos dos três livros, sendo que seu começo foi utilizado como finalização do filme anterior, e cenas de seu final foram integradas ao começo do terceiro filme, deixando que o principal climáx ficasse com a batalha do Abismo de Helm.

Semana que vem vamos dar uma olhada no filme que conclui a grande Saga do Anel e rendeu 13 oscars!




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Comentários
  • http://www.facebook.com/felipealmeida Felipe Almeida

    Estou a esperar um outro filme épico como este.
    Ótimo texto!