A Bela e a Fera é sem dúvida um dos melhores filmes da Disney. Não só da Disney, mas da década de 1990 e com certeza um dos melhores filmes do século passado. Lançado originalmente em 1991, e relançado em 2002 para IMAX, o filme chega agora aos cinemas em sua versão 3D, dando a possibilidade de toda uma nova geração apreciar a fábula.
Não há nada de muito diferente do que não cansamos de rever: Bela, uma camponesa em uma pequena cidade do interior da França, é aprisionada no castelo de Fera, um príncipe arrogante que após ser amaldiçoado por uma feiticeira se torna uma criatura assustadora, só podendo retornar à forma original quando encontrar o verdadeiro amor. O filme é exatamente igual, e as modificações estão nos efeitos de profundidade causados pelo 3D. A diferença é pouca, sendo assim, aqueles que sentem tontura, ou ficam incomodados com os efeitos, podem apreciar o filme com tranquilidade.
Claro que o maior atrativo do filme não são esses tais efeitos, que pouco fazem diferença. O atrativo do filme é ele mesmo, por si só. A Bela e a Fera é uma das melhores animações já feitas, e não foi à toa que concorreu ao Oscar de Melhor Filme ao lado de sucessos como JFK e O Silêncio dos Inocentes, para qual perdeu a disputa. De qualquer forma, o filme manteve seu recorde até 2009, quando Up foi indicado e quando a categoria passou a indicar 10 filmes, ao invés dos tradicionais 5 títulos.
Mas claro que isso não garante um selo de qualidade ao filme, afinal, quantos filmes ruins vemos concorrer ao Oscar? A Bela e a Fera sempre mereceu o destaque que teve por simplesmente ser muito bem feito. É extremamente bem escrito, as músicas excelentes, e a animação, é claro, é primorosa. Como esquecer a cena da dança, com aquele piso de mármore e um lustre de cristais?
A história de amor entre o casal apaixona até hoje, e não só crianças. Na sala de exibição, vi diversos casais de adultos assistindo ao filme e se deliciando. Isso, na minha modesta opinião, é a maior comprovação de uma obra de arte. Isto é, quando fica para a posterioridade, sem jamais cair no esquecimento.