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Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Crítica

Publicado em 18/01/2012 / Por: Raphael Camacho

Com direito a muita Coca-Cola e Mc Lanche Feliz, David Fincher retorna ao comando de um longa metragem de forma magistral (seu último trabalho tinha sido ‘A Rede Social’), conseguindo reunir elementos que conseguem agregar sem mudar o foco da intrigante, envolvente e muito objetiva história de Stieg Larsson. Fincher consegue o improvável, criar um remake tão bom quanto à fita original sueca.

Na história, uma jovem desapareceu em uma ilha da Suécia, há mais de 30 anos sem deixar rastros. Seu tio ainda pensa nela todos os dias e resolve reabrir a investigação e chama o jornalista investigativo Mikael Blomkvist para ser o encarregado por essa nova busca. Mikael está passando por um momento ruim, sendo processado por difamação e calúnia e como não tem muito mais a perder resolve aceitar o caso com o acordo de que iria conseguir provas para provar a verdade sobre o caso que está sendo processado. Como sozinho Mikael não consegue andar muitas casas, resolve procurar uma assistente para ajudá-lo a desvendar esse mistério. Aí que entra na história Lisbeth Salander, uma garota muito inteligente que sofre com um passado de tristezas e um presente de abusos por conta de ter a sua custódia vinculada ao Estado.  Juntos vão descobrindo aos poucos que a família da desaparecida é o centro de tudo.

A trama é grande e cheia de detalhes (O filme fica muito mais fácil de se entender, caso já tenha visto a versão original ou tenha lido o livro). Na primeira parte as histórias de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander correm em paralelo mostrando a vida de cada um desses personagens e como esses dois destinos se juntam. Tudo é muito bem feito, sequencialmente em seu tempo. Méritos para o ótimo roteirista Steven Zaillian (que fez o roteiro do aclamado ‘A Lista de Schindler’). Nos momentos tensos a trama cresce, o desconforto que propõem algumas cenas dão espaço para o brilhantismo do diretor e seu elenco.

Todos os atores estão bem e elevam a qualidade da fita.

Lisbeth Salander é um dos personagens literários (que foram adaptados para às telonas) mais marcantes e interessantes de todos os tempos. Para essa difícil missão, que fora cumprido com maestria pela atriz sueca Noomi Rapace na primeira versão, David Fincher chamou a jovem de 26 anos, Rooney Mara. A escolha não poderia ter sido mais certeira. Desde os primeiros takes percebemos que Mara consegue pegar a essência de sua personagem além de deixar a sua marca em cada cena que participa. A jovem atriz americana foi indicada ao Globo de Ouro por esse trabalho e, senão fosse a grande concorrência, poderia facilmente figurar entre as cinco indicadas ao Oscar.

Christopher Plummer sempre muito bem, no desfecho da trama comove e emociona com os sentimentos verdadeiros de seu personagem (deve vencer o Oscar nesse ano pelo maravilhoso trabalho no filme Toda Forma de Amor).

Daniel Craig, o atual James Bond, não inventa muito na pele do personagem principal Mikael Blomkvist. Faz aquele famoso ‘feijão com arroz’ e não compromete em nenhum momento. Tinha que mostrar ao público um pouco de paixão pela arte após a péssima atuação como Will Atenton, no tenebroso A Casa dos Sonhos de Jim Sheridan.

Com uma abertura sensacional e uma trama que se conecta com o público ao longo dos 158 minutos de duração, Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, é um prato cheio para os amantes da sétima arte! Dia 27 de janeiro, corra para o cinema e descubra o final dessa história!

Título Original: The Girl with the Dragon Tattoo (EUA, Suécia, Inglaterra, Alemanha, 2011)

Diretor: David Fincher

Roteirista: Steven Zaillian, Stieg Larsson

Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Yorick van Wageningen, Joely Richardson, Geraldine James, Goran Visnjic, Donald Sumpter, Ulf Friberg, Bengt C.W. Carlsson, Tony Way, Per Myrberg

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 158 min.

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Comentários
  • http://criticamecanica.blogspot.com/ Gabriel Neves

    Parece que a grande unanimidade em Os Homens Que Não Amavam As Mulheres é a atuação de Rooney Mara, que só vendo para acreditar que está tão boa quanto Noomi Rapace. Não estou com grandes expectativas para a refilmagem do Fincher, mas quem sabe assim até é melhor, não tenho muito com o que me decepcionar.
    Abraços!

  • http://twitter.com/josebrunojb José Bruno Ap Silva

    Boa tarde Raphael, estou ansioso para conferir este novo trabalho de Fincher, ainda não vi a primeira adaptação do livro e não pretendo fazer isso antes de ver o remake, para evitar comparações… Chegue a pensar em comprar o livro também, mas depois de algumas recomendações negativas, acabei desistindo… O curioso é que o filme parece não ter sido bem aceito pelo público americano e isso aumenta ainda mais minha expectativa quanto a ele… Mal posso esperar! Forte abraço!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2012/01/stanley-kubrick-imagens-de-uma-vida.html

  • http://www.lumi7.com.br/ Wilson Antonio

    Gosto bastante da primeira adaptação, sueca, e seu texto me animou para conferir essa adaptação do Fincher. Ótimo texto, parabéns!