Até mesmo o cinema nacional já fez uso, de maneira bem sucedida, da fórmula da troca de corpos no cinema. Os dois “Se eu fosse você”, em que Tony Ramos e Glória Pires trocam de corpo, são dois dos maiores sucessos da comédia brasileira. O expediente da comédia física favorece um sem número de situações, embora previsíveis, bem engraçadas. “Uma sexta-feira muito louca” e “Garota veneno” utilizaram o mesmo mote com um ou outro ajuste narrativo. É o que faz “Eu queria ter a sua vida”, novo filme do diretor de “Penetras bons de bico”, David Dobkin. Ryan Reynolds faz um sujeito irresponsável que se dá bem com as mulheres e Jason Bateman faz o amigo careta, pai de família e farto de sua vida regrada e monótona.
Em uma bela noite, regada a bebida, ambos trocam de vida e a experiência irá modificar muito da forma como percebem o mundo a seu redor. Mas a ideia da fita não é ser moralista, embora seja vez ou outra, e sim divertir quem ainda não se cansou da premissa.
Com duas boas atrizes coadjuvantes, Olivia Wilde e Leslie Mann, “Eu queria ter a sua vida” parece um palco para o talento de Jason Bateman. Ele e Reynolds têm as mesmas chances para brilhar, mas o ator que já amargou o fracasso de “Lanterna verde” este ano, não consegue equiparar-se a seu companheiro de tela que deixa claro que em matéria de comédia, a vida e o filme são dele!
Por Reinaldo Glioche, do Claquete Cultural