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Salada de Cinema/Especial

Tarantino – Jackie Brown

Publicado em 22/05/2011 / Por: André Sobreiro

Jackie Brown” (1997) foi o terceiro longa de Quentin Tarantino, e o único com roteiro adaptado em sua filmografia. Após o sucesso de “Cães de Alugel” (1992) e “Pulp Fiction” (1994), Tarantino faz sua homenagem ao exploitation, colocando Pam Grier, musa do gênero, como a protagonista, a aeromoça Jackie Brown. O filme foi resposável por revitalizar a carreira, não só dela, mas também a de Robert Forster, que interpreta Mark Cherry, um agente de condicional. Robert foi indicado ao Oscar pelo desempenho.

No filme, Jackie Brown é uma comissária de bordo que traz dinheiro do México para o traficante de armas Ordell Robbie (Samuel L. Jackson). Quando um dos empregados de Ordell é preso, ele contrata Max Cherry para pagar a fiança de 10 mil dólares. Enquanto isso, dois agentes, Ray Nicolet (Michael Keaton) e Mark Dargas (Michael Bowen) interceptam a entrega de dinheiro de Jackie, achando uma quantidade de cocaína com ela. Presa, Jackie é liberada por Max a mando de Ordell. Já em liberdade, Ordell vai conversar com Jackie, e ela acaba elaborando um plano para trazer 500 mil dólares para Ordell, enquanto parece cooperar com os agentes e assim limpar seu nome.

Na época de lançamento, o longa desapontou muitos fãs do diretor, mas com o passar do tempo recebeu seu devido valor, obtendo o status de cult. Nada mais justo: o filme representa a evolução de Tarantino como diretor, mostrando mais maturidade que nos filmes anteriores, e apesar do roteiro ser adaptado, o filme mantém todas as características da sua filmografia. Plot twists, referências pop, homenagens, planos longos, a trilha sonora elaborada, entre outros.

O elenco tem ótimo desempenho, e por isso, enorme destaque. Pam Grier parece interpretar duas personagens diferentes – ora fria e calculista, ora sensível e fragilizada; Robert Forster, Samuel L. Jackson e Robert De Niro estão impecáveis; Bridget Fonda tem grande destaque como uma das mulheres de Ordell, e sua personagem, apática no início, se transforma no decorrer do filme.

Tendo em torno de 150 minutos e um ritmo mais lento que seus antecessores, e sucessores também, o filme acaba por ser um pouco longo e fora do convencional, o que pode acabar cansando os espectadores desacostumados, porém, para aqueles que ainda não viram e amam o trabalho de Tarantino, é mais do que obrigatório.

Por Hector Machado, colaborador

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