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Lars von Trier apenas polêmico ou sombrio?

Publicado em 18/05/2011 / Por: Fernando Império

Hoje tinha tudo para ser um grande dia no Festival de Cannes. Afinal era aguardada a primeira exibição de “Melancholia”, o novo do diretor Lars von Trier que deu um show de maus modos na coletiva de imprensa. Primeiro ele afirmou que compreendia Adolph Hitler. “O que posso dizer? Eu entendo Hitler. Ele fez algumas coisas erradas, com certeza, mas eu posso vê-lo sentado em seu bunker no final … eu simpatizo com ele, sim, um pouco.” Em seguida, tratou de desfazer o mal entendido. ”Se eu ofendi alguém esta manhã com as palavras que disse em conferência de imprensa, peço desculpas sinceras”, disse o diretor em um email enviado à AFP por um dos produtores de seu último filme. ”Não sou anti-semita ou racista de qualquer maneira, e muito menos nazista”, destacou.

Não contente, ainda deixou a atriz principal do filme, Kirsten Dunst constrangida ao tentar explicar sobre o filme e a questão do planeta Melancholia que está prestes a se encontrar com a Terra. Se houver um choque, o mundo acaba.”Bem, e Kirsten sabe o que é ter depressão”. Sem graça, Dunst apenas sorriu desconcertada e só então Trier se deu conta que tivesse cometido uma gafe. ”A gente vê a tristeza no olhar dela”, emendou o cineasta.

O filme foi evacionado em sua exibição para a imprensa. Já é considerado o filme com mais chances de levar o Palma de Ouro, no domingo, de acordo com alguns especialistas. Michael Phillips, do Chicago Tribune, foi direto: “deslumbrante”. Peter Bradshaw, The Guardian foi mais duro: “Um casamento e um funeral – para todo o planeta. Isso é o que Lars von Trier está servindo em seu mais recente espetáculo: um filme incrivelmente cansativo e jocoso sobre um suposto fim do mundo.

Mas nem só de Melancholia e de “foras” de Lars von Trier viveu Cannes no dia de hoje. O outro filme da mostra competitiva, “Hanezu No Tsuki” da diretora japonesa Naomi Kawase que apresenta uma ode à Natureza, ao prazer de esperar e ao respeito. Certamente uma proposta mais artística, ou seja, aos moldes da tradição de la croisette.

Outro filme que chamou a atenção, mas já fora da competição, foi “La Conquête”, do diretor Xavier Durringuer. O longa-metragem regressa aos cinco anos que precederam a eleição de Nicolas Sarkozy, atual presidente da França, interpretado por Denis Podalydes. Xavier Durringer descreve  os bastidores da sua ascensão semeada de golpes de voz e de ataques frontais com a sua corte. Assim, encontramos Cécilia Sarkozy, interpretada por Florence Pernel, Hippolyte Girardot como Claude Guéant e Jacques Chirac sob os traços de Bernard Le Coq. O filme chamou a atenção do público porque é a primeira vez que um chefe de Estado em exercício é mostrado num filme.

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Por Fernando Império, editor chefe




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