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Sofia Coppola

Publicado em 14/05/2011 / Por: André Sobreiro

Ela é uma das cineastas mais reconhecidas e cultuadas da atualidade. E ainda possui um sobrenome de peso pra ajudar, mas que independente dele, conseguiu se estabelecer no mundo do cinema. Esta é Sofia Coppola.

Antes de falar de sua carreira como diretora e cineasta, uma pequena curiosidade: a menina que aparece no Poderoso Chefão 3, Mary Corleone, é a filha do diretor que faz uma pequena ponta na grande trilogia, depois de interpretar também um dos filhos de Dom Corleone ainda bebê em O Poderoso Chefão 2.

Mas Sofia cresceu e herdou do pai a vontade pela direção. Começou em 2000, com As Virgens Suicidas. Já neste trabalho, pode-se observar algumas das principais características de seu trabalho: filmes introspectivos e dramas muito bem contruídos sobre a tristeza e deslocamento do mundo. Em As Virgens Suicidas, sua visão sobre a vida de cinco meninas oprimidas pela educação rígida dos pais e que a melancolia às leva para o suicídio é uma maneira de abordar o assunto com toda a delicadeza de Sofia. Com o enredo, somam-se a trilha sonora muito bem trabalhada pelo grupo Air e os toques de fotografia que nos colocam muito mais próximos da atmosfera do filme.

Em 2003, Sofia volta aos holofotes com Encontros e Desencontros, talvez seu filme com maior repercussão. Mantendo seu tom suave na direção, Sofia conduz Bill Murray e Scarlet Johansson em uma história de melancolia e compreensão de seus personagens em Tóquio. Murray vive Bob Harris, um ator de sucesso que vai para a capital do Japão gravar um comercial. Aproveita o tempo para pensar em seu relacionamento com a esposa, que caminha por trilhas complicadas.

No hotel em que está hospedado, conhece Charlotte (Johansson), esposa de Giovanni Ribisi, um fotógrafo famoso que acompanha uma banda de rock. Nos encontros furtivos pelo hotel nas madrugadas, os dois começam um relacionamento sem romance, uma história bonita e que não poderia sem contada se não por Sofia Coppola. Pela fita, a cineasta recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2004, além de uma indicação à Direção. Os atores receberam prêmios no BAFTA e Globo de Ouro no mesmo ano.

Voltou à direção em 2006, com Maria Antonieta. Seu primeiro filme de época traz de volta Kirsten Dunst. A história da princesa austríaca que se casa com Louis XVI na época de mais luxo e riqueza da monarquia francesa. Todas as regras da aristocracia são impostas a ela, que tenta sobreviver em meio a isso e ao caldeirão da Revolução emergente seguindo o estilo de vida esbanjador. Mais uma obra da diretora que se destaca por uma ótima trilha sonora e excelente figurino, para tentar ofuscar outros pontos não tão louváveis do filme, como a própria protagonista.

Seu mais recente trabalho é Um Lugar Qualquer, de 2010. O filme, vencedor do Festival de Veneza, é uma retomada de Sofia ao estilo que a consagrou. Foi tido por alguns críticos como uma versão atualizada de Encontros e Desencontros, mas é apenas a valorização do assunto que a cineasta sabe tratar com maestria: o deslocamento em relação ao mundo. A história fala sobre a vida de Stephen Dorff, um astro de Hollywood muito famoso, e que não possui nada em que realmente se apegue. Sua vida vazia recebe um agito quando tem que cuidar de Cleo (Elle Fanning), sua filha de 11 anos. A partir daí, Dorff passa a tentar achar seu lugar no mundo enquanto adapta sua vida para a nova rotina, enquanto toma consciência da paternidade.

Para o próximo filme, já começam a surgir boatos sobre “Secret Door”. Em informações divulgadas no Twitter, a produtora de Sofia confirmou que Kirsten Dunst estará neste novo trabalho, que está com o roteiro em fase de finalização. É esperar para ver.

Por Cássia Alves

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