O clube dos cinquentões está em festa. Mais um adepto ingresso. E não é qualquer um. É George Clooney. Um dos solteiros mais cobiçados do mundo e das figuras mais queridas e celebradas da Hollywood atual. Filho de jornalista, e com imenso apreço pela profissão, Clooney é um próprio character. A fama veio tarde, estourou no seriado E.R (famigerado Plantão médico) aos 33 anos, mas quando veio, ele não largou mais dela. Diretor, roteirista, produtor, ator e ativista político e social. Celebridade. George Clooney desempenha bem qualquer papel que abrace. É afável em entrevistas e enérgico nos sets de filmagens. Coleciona muitos fãs, dentre os quais destacam-se Matt Damon, Julia Roberts, o ex-presidente Bil Clinton e o atual Obama. Tem algumas inimizades também. Destacam-se o diretor David O. Russell (que teve inúmeras discussões com o astro nos sets de “Três reis”) e o roteirista Charlie Kaufman, que escreveu o debute de Clooney na direção (“Confissões de uma mente perigosa”) e não gostou do método firme com que Clooney dirigira a estória. Tirando esses dois, boatos dão conta de que a mulher de Brad Pitt, Angelina Jolie, também não gosta que o marido desfrute da companhia de Clooney. Segundo reportou a People alguns meses atrás, Jolie considera Clooney “uma má influência”.
Mas no cinema, o filho de Nick Clooney é das melhores influências. Frequentemente comparado a Cary Grant, por causa do charme indomável, Clooney já fez boas comédias românticas, comédias ruins, ótimas fitas de ação, algumas regulares e ótimos dramas políticos. Alterna com desenvoltura blockbusters de estúdio com filmes independentes produzidos por ele mesmo. Mantém uma vigorosa amizade com o diretor Steven Soderbergh, com quem já rodou seis filmes e tem mais dois pela frente. Os irmãos Coen são outros que gostaram de trabalhar com Clooney, tendo o escalado para três filmes. Em entrevista recente, Clooney – que está às vésperas de lançar seu quarto longa-metragem como diretor (The ides of march) -, apontou que gosta de prestigiar os trabalhos de novos diretores, nos quais enxerga potencial. Analisando o retrospecto recente da filmografia do ator, é possível verificar essa verdade. Em 2010, Clooney esteve em “Um homem misterioso”, de Anton Corbijn. O segundo longa do diretor holandês. Antes disso estrelou “Os homens que encaravam cabras” (2009), estréia na direção do amigo e roteirista Grant Heslov e “Amor sem escalas” (2009), terceiro longa de Jason Reitman.
Clooney, como se não bastasse garantir a prosperidade e renovação cinematográficas, ainda se preocupa em utilizar sua celebridade no engajamento de causas nobres. Atua pessoalmente junto a frentes políticas e órgãos internacionais por soluções para os conflitos no norte da África. É um dos representantes da ONU para acompanhar o processo eleitoral no Sudão, país marcado por uma calamitosa guerra civil. O ator também se destaca pelo ativismo em casa. Bancou campanhas publicitárias para convocar os americanos às urnas (é bom lembrar que nos Estados Unidos o voto não é obrigatório) e vira e mexe aparece vinculado a algumas causas defendidas pelo partido democrata, como a união civil homossexual. É. O clube dos cinquentões tem muito que comemorar.
Por Reinaldo Glioche