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Al Pacino

Publicado em 25/04/2011 / Por: André Sobreiro

“Say hello to my little friend”. Não, ele não é meu amigo, mas a admiração é tanta quanto a um de meus conhecidos mais próximos. Não é pra menos: Al Pacino impressiona a qualquer um que veja qualquer um de seus trabalhos, por todas as vezes que se assista. O único de Hollywood a quem permitem o “overacting”. Portanto, peço licença para falar deste grande ator.

O ítalo-americano do Bronx nasceu em 1940 começou a interpretar ainda jovem, como uma forma de buscar um refúgio de sua infância pobre e triste. Seu talento já foi evidente desde o início, o que o levou a trabalhos cada vez melhores. O começo no cinema foi com nada menos que “O Poderoso Chefão”, em que deu vida a um dos maiores e melhores personagens do cinema: Michael Corleone.

O filho mais novo da grande família mafiosa dos livros de Mari Puzo ganhou rosto e trejeitos de Al Pacino. Logo em sua estreia, já recebeu indicações ao Oscar de Melhor Ator (apesar de apenas receber a estatueta muito tempo depois). Pacino foi o protagonista da trilogia que é uma das mais lembradas da história do cinema e que por uma grande injustiça da Academia, não o premiou por tal.

Entre os anos 70 e 80, o ator teve participações renomadas em Serpico, Um Dia de Cão e Autor em Família. O próximo sucesso de Pacino foi em Scarface, de 1983, quando ele dá vida ao traficante cubano Tony Montana, que chega em Miami como refugiado político e se embrenha no mundo das drogas tornando-se um homem poderoso e sem escrúpulos.

Logo após, segue na década de 80 fazendo alguns filmes menores, retornado aos holofotes em Vítimas de uma Paixão, Dick Tracy e o último filme da trilogia de Puzo. E 1993, faz o drama Perfume de Mulher, em que dá vida ao Coronel Frank Slade, um ex-oficial aposentado que ficou cego e que aproveita o que seriam os últimos dias de sua vida com a vivacidade de um jovem. A excelente interpretação lhe rende ao único Oscar de sua carreira.

No mesmo ano, volta para o gênero policial em O Pagamento Final, e a seguir atua em Fogo contra Fogo, com Robert de Niro também no elenco (e para a tristeza dos fãs, com pouquíssimas cenas com os dois contracenando juntos). Outros grandes destaques de sua filmografia nesta década são Donnie Brasco e Advogado do Diabo. Em 1996, sua paixão por William Shakespeare lhe levou para a direção, comandando Ricardo III – Um Ensaio, um ótimo filme para os fãs do dramaturgo inglês.

O ator recebeu em 2001 o prêmio Cecil B. de Mille pelo conjunto de sua obra. Nos anos 2000, seus principais trabalhos foram filmes menores de ação e uma participação bem avaliada pela crítica na minissérie Angels in America. Ele ainda participou de mais um trabalho envolvendo Shakespeare, que recebeu boas críticas também.

Nos últimos anos, Pacino participou de As Duas Faces da Lei e Treze Homens e um Novo Segredo. No início deste ano, surgiram boatos de um novo trabalho de Scorsese que planeja colocá-lo novamente em cena com de Niro. Talvez dessa vez de uma forma mais agradável para os fãs. É aguardar para ver novamente os dois grandes atores do cinema de ação juntos.

Por Cássia Alves

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Comentários
  • http://twitter.com/hipotermia/status/62524289538203649 André Sobreiro

    Coisa mais linda! RT @saladadecinema: Al Pacino http://bit.ly/dModNw