Nascida na Austrália, Jacqueline Ruth Weaver, ou como os imperiosos nomes artísticos impõem, Jacki Weaver, é o que podemos chamar de surpresa na categoria. Mas o que faz uma veterana de 63 anos ter sua presença entre as finalistas do Oscar de coadjuvante mais surpreendente do que a inclusão de uma menina de 14 anos (a novata Hailee Steinfield que concorre por “Bravura indômita”)? A geografia. “Reino animal”, um pequeno filme independente australiano não teria sido descoberto pela academia se não fosse o vaticínio da crítica.
Primeiro veio o prêmio do National Board of Review, depois a indicação para o globo de ouro e a academia se viu na contingência de reconhecer o trabalho da atriz que brilha intensamente em um filme violento, desglamourizado e impactante. Em “Reino animal”, que chaga as locadoras brasileiras no próximo mês, Weaver vive Janine Cody. Ela faz a matriarca de uma família criminosa que se vê na incumbência de cuidar do neto de sete anos após a morte da filha por overdose.
Esse é o primeiro grande destaque da atriz no cinema. Mais afeita aos palcos e a TV, Jacki Weaver fez parte do elenco da série britânica “Satisfaction”. Na série do canal Showtime, que já foi exibida no Brasil pela HBO, ela fazia uma mulher que descobria que seu marido nutria uma perversa tara sexual. Durante os anos 70 e 80, Jacki Weaver foi presença constante na TV australiana. A indicação ao Oscar é a cereja no topo do bolo de uma constante e regular carreira.
Por Reinaldo Glioche
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