Confesso que se o filme não tivesse ganhado a Palma de Ouro em Cannes eu não teria tirado meu tempo para vê-lo. O diretor da Tailândia, Apichatpong Weerasethakul traz um filme estranho que pode ser considerado um drama espiritualista e paranormal.
“Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas” é um filme sobre um homem que está morrendo de uma doença nos rins, vive num sítio no meio de uma floresta e recebe a visita de uma cunhada e um sobrinho. Mas também outras visitas inesperadas durante uma conversa, aparecem uma mulher fantasma e logo depois pelo filho desaparecido transformado em macaco (explicação geral é que ele se acasalou com um macaco e por isso foi castigado).
A experiência sensorial com o filme não foi tão forte como todos dizem, mas fiquei incomodado com a fotografia, a trilha não ajuda e acho a narrativa do diretor é muito lenta, quase sem ação, cheios de códigos e simbologias não decifravéis a olho e compreensão simples, têm estrutura não-linear e às vezes anárquica, voltado muito para um público fã de cinema cult acostumados com festivais. Alguns benefícios que ele traz é que cada pessoa tem sua própria experiência, e que o diretor traz a originalidade muito difícil de se ver hoje em dia no cinema.
Título original: Lung Boonmee Raluek Chat
Direção: Apichatpong Weerasethakul
Elenco :Thanapat Saisaymar, Sakda Kaewbuadee, Jenjira Pongpas.
Duração: 114 minutos
Por Fábio Allves