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Salada de Cinema/Crítica

Amor à Distância

Publicado em 11/09/2010 / Por: André Sobreiro

Até que ponto ser um casal de verdade é bom para um filme? Peguemos um exemplo clássico de fiasco: De Olhos Bem Fechados. Nicole Kidman e Tom Cruise, quando deveriam passar sensualidade, pareciam dois bonecos de cera enrolados. Brad Pitt e Angelina Jolie, apesar da química em Sr. e Sra Smith ainda não eram um casal (#teamjennifer). E Drew Barrimore e Justin Long em Amor à Distância, acertaram ou erraram? Sem dúvida alguma acertaram.

Com direção de Nanette Burnstein, Amor à Distância parte de uma premissa extremamente clichê e simples: casal de se conhece, se apaixona, mas tem pouco tempo junto, pois um deles irá se afastar. Drew vive Erin, estudante de jornalismo que passa uma temporada em New York e conhece Garrett, que possui um trabalho que o frustra por cuidar de bandas pop.

Após se conhecerem e se apaixonarem, Erin volta para a casa da irmã em San Francisco, do outro lado do país. As situações que envolvem a dificuldade de se manter esse tipo de relacionamento dão recheio ao filme. O roteiro, apesar de óbvio, consegue provocar as risadas por reunir um elenco bastante afinado.

Para começar, o casal. Justin e Drew conseguiram levar para as personagens a cumplicidade pessoal e tornam muito fácil cativar o espectador para a realidade daquele amor. Para complementar, três coadjuvantes conseguem aumentar muito o cômico do filme: Os amigos de Garrett, Dan (Charlie Day), Box (Jason Sudeikis) e a irmã de Erin, Corinne (Christina Applegate). Sempre que presentes, os três protagonizam cenas e risadas que acabam sendo os pontos altos da obra.

É essa clara divisão, aliás, que ajuda a tornar o filme bastante simples e, por isso mesmo, muito funcional. Os protagonistas são fofos. Os coadjuvantes hilários. O melhor das comédias românticas muito bem feito. Para coroar o filme, sua trilha sonora. Um misto de músicas clássicas do cinema com novas bandas como The Boxer Rebellion, faz você assistir com um sorriso e sempre dançando de leve na cadeira.

Amor à Distância, para quem quer dar risadas é uma obra essencial. Para quem quer sair feliz pelo valor do amor também. Uma comédia romântica impecável.

Por André Sobreiro, editor-chefe

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