No especial do Inception, contamos no perfil de Leonardo diCaprio sobre sua parceria já consolidada com Martin Scorsese, e que o ator é como se fosse o Robert de Niro dos dias atuais. Mas o que isso significa? Pois então vamos saber de quem se trata esse tal de Niro.
Um dos maiores ícones do cinema americano, ele nasceu em um 17 de agosto, na Nova Iorque de 1943. Um berço artístico o ajudou a direcionar sua carreira profissional, começando no cinema com pouco mais de 20 anos, em uma ponta em Three Rooms in Manhattan. Ele faz mais uma série de papéis menores até que é convidado por Francis Ford Copolla para viver o jovem Vito Corleone em Godfather: part II.
E então, ele é revelado ao mundo e já recebe o primeiro Oscar de sua carreira, merecidíssimo por sinal, uma vez que demostra todo seu talento e diferenciação na preparação para um papel quando vive um tempo na Sicília e fala em italiano na maior parte do filme. Isso o colocou em um seleto grupo, com Sophia Loren, Roberto Benicio del Toro e Marion Cotillard, de atores que ganharam um Oscar falando uma língua diferente da inglesa.
No ano seguinte, ele faz Taxi Driver, o segundo da parceria com Martin Scorsese – eles começaram a trabalhar juntos em Mean Streets, de 1973. Mas é com Taxi Driver que a parceria se consolida. A insanidade da vida em Nova Iorque e um homem com insônia são uma mistura perfeita para revelar o quão doentia pode se tornar a mente de alguém que não tem perspectivas e está a mercê de uma vida sem rumo. Travis se apaixona e sem jeito, perde a garota no primeiro encontro, ao levá-la a um cinema pornô. A partir daí, sua loucura fica latente, marcada por dois momentos memoráveis do filme: o primeiro, em que ele brinca com suas armas diante do espelho, e quando vai tentar matar o Senador, chefe da bela garota que tentou conquistar.
A parceria De Niro – Scorsese deslanchou depois de Taxi Driver. Foram sete filmes ao todo, como New York, New York, de 1977; Touro Indomável, de 1980, que o fez aprender a lutar boxe – e lhe rendeu mais um Oscar e um Globo de Ouro; o Rei da Comédia, de 1982; Os bons Companheiros, de 1990; Cabo do Medo, de 1991, um dos mais assustadores papéis dele; e finalmente Cassino, em 1995, quando volta também a encenar com Joe Pesci. Existem planos de Scorsese para fazer mais um filme com de Niro no elenco, agora contando a história de Frank Sinatra. E com previsão de termos Al Pacino no elenco com ele. Para torcer que se concretize, não?
Outros filmes muito legais dele foram Era uma vez na América, de Sergio Leone, um dos filmes da franquia do diretor, que mostram épocas características dos Estados Unidos. Ele também esteve em Os Intocáveis, de Brian de Palma, em que a história de Al Capone é recapitulada nas telonas, tendo o próprio como um dos gângsters mais famosos de todos os tempos. Outro papel de destaque é quando faz Frankenstein, a própria criatura de Mary Sheleey, em filme de Kenneth Branagh que adaptou a obra da escritora para os cinemas em 1994. Ainda há o único filme em que ele contracena com Al Pacino, As duas faces da Lei, de 1997.
Nos últimos anos, Robert de Niro participou de filmes mais leves, resgatando até mesmo uma via cômica presente nas atuações de alguns filmes dos anos 80, como o Rei da Comédia e outros. Os mais renomados foram Máfia no Divã e Entrando numa Fria, ambos com sequências igualmente famosas. Ele também focou no seu trabalho como produtor, e sua produtora, TribeCa Productions, está crescendo cada vez mais.
Agora é dar parabéns para o quase sexagenário Robert de Niro, e torcer para que ele continue sempre fazendo seus papéis memoráveis no cinema. Happy birthday!
Por Cássia Alves, do Busca de Sentidos