Se Tom Hanks disser que o céu está pegando fogo você acredita que o céu está pegando fogo. Tomas Jeffrey Hanks, como é conhecido quando não é o astro mais respeitável e influente de sua geração, é um californiano muito bem casado (com a também atriz e produtora Rita Wilson), pai dê três filhos (o primeiro, Colin Hanks, de um casamento anterior) e ator por vocação. Já que Hanks, diferentemente de muitos atores de sua geração, não frequentou nenhuma escola preparatória.
Seu primeiro papel de grande destaque foi em Quero ser grande (1988), em que vivia um menino que após desejar ser grande, acorda com o desejo realizado. Pela atuação carismática e contagiante, Hanks recebeu a primeira de suas cinco indicações ao Oscar. O ator venceu o prêmio mais cobiçado do cinema duas vezes e de forma consecutiva. Foi justamente em Filadélfia (1993), uma de suas primeiras incursões dramáticas, que Hanks maravilhou público e crítica com sua personificação de um advogado homossexual vítima de AIDS. O Oscar parecia uma contingência. Forrest Gump – o contador de história (1994), lhe rendeu seu segundo Oscar e também seu personagem mais expressivo até hoje, o deficiente mental Forrest Gump.
Tom Hanks passou os anos 90 alternando projetos e gêneros. Estreou na direção com The wonders – o sonho não acabou (1996), inaugurou uma frutífera parceria e amizade com o diretor Steven Spielberg em O resgate do soldado Ryan (1998), contracenou com a namoradinha da América Meg Ryan em duas comédias românticas, Sintonia do amor (1993) e Mensagem para você (1998), marcou presença no começo da nova era da animação em Toy Story (1995) e também enveredou pela ficção científica com Apolo 13 (1995).
Nos anos 2000 foi menos prolifero, mas participou de grandes filmes como Naufrago (2000), Estrada para a perdição (2002) e O código DaVinci (2006). O filme baseado no beste seller de Dan Brown foi seu primeiro blockbuster na essência, embora todos os seus filmes desde Forrest Gump, com exceção de Matadores de velhinhas (2004) dos irmãos Coen, tenham superado a marca dos U$ 100 milhões.
Por Reinaldo Glioche, do Claquete Cultural